Uma manifestação contra o aumento da tarifa do transporte público de Feira de Santana bloqueou a saída de ônibus do terminal central, na manhã desta segunda-feira (26). O ato, que ocorre dez dias após o aumento entrar em vigor, foi convocado por diversas entidades de classes. Policiais militares e guardas municipais dialogaram com os manifestantes para liberar o portão do terminal central. Ao Acorda Cidade, a guarda municipal Irene informou que eles decidiram abrir o portão às 8h.

“Nós tentamos o diálogo desde cedo, quando eles começaram a manifestação às 6h. No entanto, eles se recusaram a abrir o portão inicialmente, mas conversamos, explicamos que eles não podem cessar das pessoas o direito de ir e vir, que dentro dos ônibus também há trabalhadores querendo ir para o trabalho e estudantes indo para a escola. Após o diálogo eles se comprometeram a abrir os portões às 8 horas da manhã”, afirmou.
A professora Marlede Oliveira, presidente da APLB Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Feira de Santana.
“Nós estamos aqui com a Frente Brasil Popular, com várias entidades que promoveram esse movimento hoje, pelo absurdo que é a passagem do transporte coletivo em Feira de Santana. A nossa luta no Brasil todo é a tarifa zero para os trabalhadores. Em Feira de Santana, nós temos aqui uma das maiores tarifas do Brasil. Não justifica que Feira de Santana tenha uma passagem de R$ 5,90 igual a São Paulo, com transporte ruim”, declarou.
A pauta do protesto destacou também a zona rural. Terezinha Lima Oliveira, representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Feira de Santana, classificou o aumento como um “absurdo” e “discriminação” contra os agricultores. Ela citou o distrito de Tiquaruçu, onde a passagem chega a R$ 6,60, como um exemplo do impacto desproporcional do novo preço.

Tarifa zero
Os manifestantes também pediram tarifa zero. A coordenadora-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Estadual de Feira de Santana, Gabriela Piton, ressaltou em entrevista ao Acorda Cidade que a manifestação busca um transporte melhor e gratuito.
“Nós estamos aqui para lutar por um melhor transporte público, para lutar pela tarifa zero, porque é inadmissível que o preço continue aumentando a cada ano e o transporte público continue nessa situação que está. Há 10 anos atrás a gente tinha 248 ônibus rodando, hoje a gente só tem 152. O próprio secretário de mobilidade urbana admitiu que hoje rodam menos veículos do que estavam previstos no contrato de 2016. Isso é um absurdo com a população. O preço continua aumentando e o serviço de transporte público continua precarizado. Então a gente está aqui para reivindicar direitos básicos.”
Impacto na Zona Rural
A pauta do protesto ganhou um foco especial na zona rural. Terezinha Lima Oliveira, representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Feira de Santana, classificou o aumento como um “absurdo” e “discriminatório” contra os agricultores. Ela citou o distrito de Tiquaruçu, onde a passagem passou a custar R$ 6,60, como um exemplo do impacto desproporcional do novo preço.
Fonte: Acorda Cidade




