A morte do cachorrinho Orelha, em Santa Catarina, segue gerando comoção e indignação na comunidade local. Na manhã desta segunda-feira (26), a Polícia Civil realizou uma operação para avançar nas investigações do caso, cumprindo três mandados de busca e apreensão em endereços de suspeitos envolvidos nas agressões contra o animal.

Segundo a polícia, os mandados tiveram como objetivo a coleta de provas que possam esclarecer a autoria e as circunstâncias dos maus-tratos. As investigações começaram após uma denúncia indicar que um grupo de adolescentes seria responsável pelas agressões ao cachorro, que foi encontrado gravemente ferido e precisou passar por eutanásia, procedimento também conhecido como morte assistida.
Além do caso de Orelha, a polícia também apura um segundo episódio de maus-tratos envolvendo um cão caramelo. De acordo com as informações levantadas, o animal teria sido levado ao mar no colo por um adolescente, mas conseguiu sair do local posteriormente. O caso reforçou a gravidade das denúncias e ampliou o escopo da investigação.
Durante a operação, os agentes cumpriram mandados em endereços ligados a dois adolescentes, com o objetivo de apreender equipamentos eletrônicos, como computadores e telefones celulares, que possam conter informações relevantes para o inquérito. Caso seja confirmada a participação dos menores, o relatório final será encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei, em razão da idade dos envolvidos.
A polícia também investiga uma possível coação de testemunha durante o andamento do caso. Conforme informou o delegado Ulisses Gabriel, um dos mandados de busca estava relacionado a um indivíduo suspeito de intimidar uma testemunha ao longo da investigação. Há indícios de que um pai de um dos adolescentes e um policial civil possam ter participado da coação.
Na ação desta segunda-feira, os policiais buscavam localizar uma possível arma de fogo que teria sido utilizada para ameaçar a testemunha. O objeto, no entanto, não foi encontrado.
O caso do cão Orelha mobilizou moradores, protetores de animais e organizações da causa animal, que cobram justiça e medidas efetivas para combater a violência contra animais. Especialistas alertam que episódios de crueldade, especialmente quando praticados por jovens, devem ser tratados com seriedade, pois podem indicar riscos de reincidência e de outras formas de violência.
A Polícia Civil segue com as investigações, enquanto a comunidade espera que o caso não fique impune e sirva de alerta para a importância da denúncia e da proteção aos animais.




