Sindicato dos revendedores afirma que aumento está relacionado ao dissídio coletivo e à elevação dos custos operacionais do setor
O preço do gás de cozinha pode ficar mais caro na Bahia a partir de 1º de setembro. A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Revendedores de Gás da Bahia (Sinrevgas), que afirma que uma atualização nos valores deverá ocorrer em todo o país.
De acordo com o sindicato, o possível aumento está relacionado principalmente ao impacto do dissídio coletivo da categoria, que deve elevar os custos com mão de obra e, consequentemente, as despesas das empresas que atuam na comercialização e distribuição do gás.
A entidade afirma que a atualização tem como objetivo adequar os preços à nova estrutura de custos do setor e garantir a continuidade dos serviços oferecidos pelas revendedoras.
Preço já passou por várias mudanças em 2026
O possível reajuste de setembro acontece após uma sequência de alterações no preço do botijão de gás na Bahia ao longo deste ano.
Em agosto, o consumidor chegou a pagar menos pelo produto após a redução de 7,1% no preço praticado pela Refinaria de Mataripe, administrada pela Acelen. Na ocasião, o Sinrevgas estimou que a redução poderia representar uma economia de aproximadamente R$ 3 a R$ 4 para o consumidor.
Veja como os preços evoluíram ao longo de 2026:
- Janeiro: aumento de 2,38%, com impacto estimado de R$ 5;
- Fevereiro: redução de 4,199%, equivalente a cerca de R$ 1,80;
- Março: preço permaneceu estável;
- Abril: aumento de 15,2%, com impacto aproximado de R$ 8;
- Maio: aumento de 4,3%, mas cerca de R$ 3 não foram repassados ao consumidor;
- Junho: aumento de 9,59%, com impacto estimado de R$ 8;
- Julho: redução de 6,8%, representando aproximadamente R$ 5 a menos;
- Agosto: redução de 7,1%, com queda estimada entre R$ 3 e R$ 4.
Reajuste não significa aumento igual em todas as revendedoras
O valor final pago pelo consumidor pode variar de uma revendedora para outra.
Isso acontece porque os reajustes aplicados ao longo da cadeia de produção e distribuição não necessariamente são repassados integralmente ao preço final do botijão.
Por isso, com a possibilidade de uma nova alteração em setembro, a recomendação é pesquisar os valores praticados pelas revendedoras antes da compra.
O novo cenário deve ser acompanhado pelos consumidores baianos a partir de 1º de setembro, quando o setor poderá começar a aplicar os novos valores.




