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Antes mesmo de o mês começar, o Nordeste brasileiro já estava pronto para celebrar uma das tradições mais queridas do país: as festas juninas. Além de ser um momento de grande representatividade para a cultura local, essas festividades também desempenham um papel fundamental no impulsionamento do crescimento econômico regional, movimentando diversas cadeias produtivas relacionadas à cultura.

O professor do curso de Administração da Estácio, Diêgo Pinheiro, explica que a movimentação econômica relacionada a esse período inicia muito antes e se prolonga para até depois do mês de junho. “Em alguns casos, essa cadeia produtiva começa a reforçar suas atividades logo depois do Carnaval. Começa a produção das indumentárias e os setores alimentícios e de bebidas já começam a prever uma produção que vá atender a essa demanda sazonal. Em julho, que é um período de férias escolares, essa movimentação econômica tende a ficar fortalecida, inclusive com resquícios de algumas festas e arraiais que persistem nessa época”, afirma.

A confecção de indumentárias, os setores hoteleiros, de alimentos e de bebidas estão entre os mais influenciados pelas festas juninas, mas os impactos positivos, de acordo com o especialista, vão além desses setores. “O festejo junino promove resultados que geram emprego e renda não só para a cadeia envolta nos arraiais, mas para diversos outros setores, desde o produtor rural de milho, por exemplo, até os produtores de bebidas alcoólicas e não alcoólicas”, explica.

Outro setor beneficiado nessa época é de artesãos e pequenos empreendedores. “ A maior parte das indumentárias e roupas típicas produzidas vem de artesãos e pequenos costureiros locais”, analisa.

TURISMO

Os setores turísticos e hoteleiro da região nordestina também veem como extremamente positiva a realização da festa. No ano passado, a cidade de Caruaru (PB), por exemplo,  recebeu mais de um milhão de visitantes só no Pátio de Eventos Luiz Lua Gonzaga, um dos principais pólos do evento. A ocupação hoteleira ultrapassou os 90%, segundo dados locais.

A economista e docente dos cursos de gestão da Wyden, Eliane Alves, pontua que o São João é a época mais esperada pelo nordeste. “A expectativa é de um fôlego financeiro importante para a economia local, especialmente para o setor de serviços e o comércio”, analisa.

A especialista ressalta ainda que, diante de um cenário econômico em recuperação, a expectativa para a festa se torna ainda mais alta. “Diante de um cenário econômico nacional que ainda se mostra um tanto truncado no que diz respeito à geração de empregos e de aquecimento do consumo, as festas juninas são com certeza um momento de expectativas positivas para a economia local e regional”, conclui.

Fonte Assessoria Estácio Feira de Santana

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