Leão triunfa em casa e abre sete pontos para a zona de rebaixamento

Em confronto direto para se distanciar da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o Vitória levou a melhor sobre o Grêmio. Na noite dessa segunda-feira (7), o Leão rubro-negro superou o Tricolor gaúcho por 1 a 0 no Barradão, em Salvador, na partida que encerrou a 26ª rodada da competição.

Após duas derrotas seguidas, o time baiano voltou a vencer e subiu para o 11º lugar, com os mesmos 32 pontos de Corinthians e Santos, ficando à frente por ter um triunfo a mais (nove a oito) que os paulistas. O Imortal, estacionado nos 28 pontos e ainda sem ganhar longe de casa, segue em 15º, a três pontos do Vasco, 17º colocado e que abre o Z-4, como é chamada a zona das quatro piores campanhas, que, ao final do Brasileirão, descem à Série B.

O goleiro Weverton, do Grêmio, deu um susto antes do começo da partida. Ele desabou no gramado a segundos de a arbitragem dar início ao jogo. O camisa 1 ficou com a visão embaçada e o arqueiro reserva, Gabriel Grando, chegou a aquecer, mas o titular se recuperou e avisou que estava em condições de atuar.

Com a bola rolando, o Vitória tomou a iniciativa. Aos cinco minutos, um chute do meia Matheusinho, da entrada da área, desviou na marcação e passou rente ao travessão. O Grêmio respondeu no lance seguinte e balançou as redes com Carlos Vinícius, mas o gol foi anulado por impedimento do atacante.

O Leão obrigou Weverton a trabalhar aos 18, em contra-ataque pela esquerda com finalização cruzada do atacante Renê, salva pelo goleiro. A reação veio na sequência, com Carlos Vinícius acionado na área pelo volante Matías Villasanti e chutando forte, para boa defesa de Lucas Arcanjo.

A partir da segunda metade do primeiro tempo, o time da casa passou a ter mais presença no campo de ataque, mas parando em bloqueios da zaga gremista. Como aos 29, no rebote de uma cobrança de falta pela esquerda, em que Matheusinho chutou quase da marca do pênalti e, não fosse o desvio no meio do caminho, teria aberto o marcador.

A segunda etapa começou truncada, com divididas ríspidas de ambos os lados. Foram quatro cartões amarelos em 14 minutos, dois para cada lado. Aos 18, enfim, as redes balançaram. O lateral Mateus Silva bateu escanteio pela esquerda e Renê, no meio da pequena área, cabeceou forte para o gol, colocando o Vitória na frente.

Em desvantagem, o Grêmio demonstrou nervosismo e não conseguiu reagir. Aos 37, Gustavo Martins saiu jogando errado e entregou nos pés de Fabri, que chutou por cima. Nos acréscimos, foi a vez de Wallace, parceiro de zaga, bobear com o também atacante Renato Kayzer, que não aproveitou. As chances perdidas acabaram não fazendo falta ao time da casa, que comemorou os três pontos.

Fonte:Agencia GoV

Créditos: Rafael Ribeiro / CBF

Sete entre as 48 seleções da Copa do Mundo, que inicia nesta quinta-feira (11), possuem jogadores que atuam no Campeonato Brasileiro. Ao todo, são 32 atletas, que representam dez clubes da primeira divisão.

A marca supera o recorde anterior, de 27 nomes, na edição de 1974, sendo que 22 representavam a própria equipe verde e amarela – os demais estiveram distribuídos por três seleções (Uruguai, Chile e Argentina). Além disso, o número é 357% maior que o da Copa passada, em 2022, que reuniu somente sete jogadores que atuavam no Brasil.

“Os grandes [times] brasileiros não têm tantos concorrentes [de mercado] no continente quanto os ingleses, que competem com clubes como Real Madrid, Barcelona [ambos da Espanha], Bayern de Munique [Alemanha], Paris Saint-Germain [França], entre muitos outros”, analisou, via assessoria de imprensa, Marcos Casseb, sócio da Roc Nation Sports Brazil, empresa que atua com gerenciamento de carreira.

Três países dividem o protagonismo: Brasil, Uruguai e Paraguai. Cada um tem sete atletas do Brasileirão nas respectivas seleções.

O time brasileiro conta com quatro nomes do Flamengo: os zagueiros Danilo e Léo Pereira, o lateral-esquerdo Alex Sandro e o meia Lucas Paquetá. Completam a relação de quem atua por aqui o goleiro Weverton (Grêmio), o volante Danilo Santos (Botafogo) e o atacante Neymar (Santos).

Na seleção uruguaia, a maioria dos convocados também vem do Rubro-Negro: o lateral Guillermo Varela e os meias Nico de la Cruz e Giorgian de Arrascaeta. Do Palmeiras, foram chamados o lateral Joaquín Piquerez e o volante Emiliano Martínez. Outros dois clubes do Brasileirão representados na Celeste Olímpica são o Internacional, com o goleiro Sérgio Rochet; e o Fluminense, com o atacante Agustín Canobbio.

A equipe paraguaia, por sua vez, tem o Verdão em destaque, com três nomes: o zagueiro Gustavo Gómez, o meia Maurício (que é brasileiro naturalizado) e o atacante Ramón Sosa. Também jogam no Brasileirão os zagueiros Fabian Balbuena (Grêmio) e Junior Alonso (Atlético-MG), o volante Damián Bobadilla (São Paulo) e o atacante Isidro Pitta (Red Bull Bragantino).

Outra equipe com três convocados de um mesmo clube do Brasil é a do Equador: o lateral Ángelo Preciado, o volante Alan Franco e o atacante Alan Minda, todos do Atlético-MG. A seleção tricolor conta, ao todo, com cinco atletas que jogam por aqui. Os demais são o zagueiro Felix Torres (Internacional) e o atacante Gonzalo Plata (Flamengo).

País que mais cresceu em representatividade no Brasileirão nas últimas cinco temporadas, a Colômbia convocou quatro dos 26 atletas que estão na Série A: os meias Juan Portilla (Athletico-PR) e Jorge Carrascal (Flamengo)  e os atacantes Jhon Arias (Palmeiras) e Andrés Gómez (Vasco).

Por fim, duas seleções têm, cada uma, um atleta do Brasileirão. Atual campeã, a Argentina convocou o centroavante Flaco Lopez, do Palmeiras. Desde a Copa de 2006, quando foram chamados o volante Javier Mascherano e o atacante Carlos Tévez, então no Corinthians, os hermanos não chegavam ao Mundial com jogadores atuando no Brasil.

Já o Corinthians será representado na Copa pelo atacante Memphis Depay. O camisa 10 é o maior artilheiro da história da seleção holandesa, com 54 gols. É a primeira vez que um atleta europeu é convocado para o Mundial jogando no Brasileirão.

“O futebol brasileiro deixou de ser apenas um exportador de talentos e passou a se posicionar também como um mercado estratégico dentro da cadeia global do esporte”, concluiu, também por meio de comunicado à imprensa, Alexandre Frota, diretor-executivo da FutPro Expo, evento sobre a indústria do futebol, que ocorreu em Fortaleza no começo de maio.

Fonte Agencia Brasil