Brasil pega Argentina no Beira-Rio e na Arena Pernambuco em outubro

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, nesta quarta-feira (16), os adversários dos quatro últimos amistosos da seleção feminina em 2026. Em outubro, serão duas partidas diante da Argentina, ambos no Brasil e em palcos da Copa do Mundo do ano que vem. Entre o fim de novembro e o começo de dezembro, são mais dois compromissos no Japão, contra as donas da casa.

Os duelos com as argentinas estão marcados para 10 e 13 de outubro. O primeiro será no Beira-Rio, em Porto Alegre, e o segundo na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata (PE), região metropolitana de Recife.

É a primeira vez que o Beira-Rio receberá um jogo da seleção feminina principal. Já a Arena Pernambuco foi casa da vitória brasileira por 4 a 0 sobre a Jamaica, em junho de 2024, para quase 34 mil pessoas. Foi neste amistoso que Marta ​anotou o golaço vencedor do prêmio que leva o nome da própria craque, concedido pela Federação Internacional de Futebol (Fifa).

As partidas em território japonês serão em 29 de novembro e 5 de dezembro, nas cidades de Hiroshima (Edion Peace Wing) e Okayama (JFE Harenokuni Stadium), respectivamente. Ainda não há definição dos horários.

“A Argentina teve um grande desempenho nas eliminatórias e na Copa América. É uma seleção que evoluiu muito. E a seleção japonesa é uma das favoritas para a Copa e sempre um confronto muito difícil pela qualidade das suas jogadoras e sua velocidade de jogo”, disse o técnico Arthur Elias, em depoimento ao site da CBF.

A convocação para os jogos contra a Argentina será no próximo dia 22 de setembro, às 15h (horário de Brasília), no auditório da entidade, que fica no Rio de Janeiro. O anúncio dos nomes para os amistosos diante do Japão ainda será agendado.

Créditos: Rafael Ribeiro / CBF

Sete entre as 48 seleções da Copa do Mundo, que inicia nesta quinta-feira (11), possuem jogadores que atuam no Campeonato Brasileiro. Ao todo, são 32 atletas, que representam dez clubes da primeira divisão.

A marca supera o recorde anterior, de 27 nomes, na edição de 1974, sendo que 22 representavam a própria equipe verde e amarela – os demais estiveram distribuídos por três seleções (Uruguai, Chile e Argentina). Além disso, o número é 357% maior que o da Copa passada, em 2022, que reuniu somente sete jogadores que atuavam no Brasil.

“Os grandes [times] brasileiros não têm tantos concorrentes [de mercado] no continente quanto os ingleses, que competem com clubes como Real Madrid, Barcelona [ambos da Espanha], Bayern de Munique [Alemanha], Paris Saint-Germain [França], entre muitos outros”, analisou, via assessoria de imprensa, Marcos Casseb, sócio da Roc Nation Sports Brazil, empresa que atua com gerenciamento de carreira.

Três países dividem o protagonismo: Brasil, Uruguai e Paraguai. Cada um tem sete atletas do Brasileirão nas respectivas seleções.

O time brasileiro conta com quatro nomes do Flamengo: os zagueiros Danilo e Léo Pereira, o lateral-esquerdo Alex Sandro e o meia Lucas Paquetá. Completam a relação de quem atua por aqui o goleiro Weverton (Grêmio), o volante Danilo Santos (Botafogo) e o atacante Neymar (Santos).

Na seleção uruguaia, a maioria dos convocados também vem do Rubro-Negro: o lateral Guillermo Varela e os meias Nico de la Cruz e Giorgian de Arrascaeta. Do Palmeiras, foram chamados o lateral Joaquín Piquerez e o volante Emiliano Martínez. Outros dois clubes do Brasileirão representados na Celeste Olímpica são o Internacional, com o goleiro Sérgio Rochet; e o Fluminense, com o atacante Agustín Canobbio.

A equipe paraguaia, por sua vez, tem o Verdão em destaque, com três nomes: o zagueiro Gustavo Gómez, o meia Maurício (que é brasileiro naturalizado) e o atacante Ramón Sosa. Também jogam no Brasileirão os zagueiros Fabian Balbuena (Grêmio) e Junior Alonso (Atlético-MG), o volante Damián Bobadilla (São Paulo) e o atacante Isidro Pitta (Red Bull Bragantino).

Outra equipe com três convocados de um mesmo clube do Brasil é a do Equador: o lateral Ángelo Preciado, o volante Alan Franco e o atacante Alan Minda, todos do Atlético-MG. A seleção tricolor conta, ao todo, com cinco atletas que jogam por aqui. Os demais são o zagueiro Felix Torres (Internacional) e o atacante Gonzalo Plata (Flamengo).

País que mais cresceu em representatividade no Brasileirão nas últimas cinco temporadas, a Colômbia convocou quatro dos 26 atletas que estão na Série A: os meias Juan Portilla (Athletico-PR) e Jorge Carrascal (Flamengo)  e os atacantes Jhon Arias (Palmeiras) e Andrés Gómez (Vasco).

Por fim, duas seleções têm, cada uma, um atleta do Brasileirão. Atual campeã, a Argentina convocou o centroavante Flaco Lopez, do Palmeiras. Desde a Copa de 2006, quando foram chamados o volante Javier Mascherano e o atacante Carlos Tévez, então no Corinthians, os hermanos não chegavam ao Mundial com jogadores atuando no Brasil.

Já o Corinthians será representado na Copa pelo atacante Memphis Depay. O camisa 10 é o maior artilheiro da história da seleção holandesa, com 54 gols. É a primeira vez que um atleta europeu é convocado para o Mundial jogando no Brasileirão.

“O futebol brasileiro deixou de ser apenas um exportador de talentos e passou a se posicionar também como um mercado estratégico dentro da cadeia global do esporte”, concluiu, também por meio de comunicado à imprensa, Alexandre Frota, diretor-executivo da FutPro Expo, evento sobre a indústria do futebol, que ocorreu em Fortaleza no começo de maio.

Fonte Agencia Brasil