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    Um homem com registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e um ex-policial militar são considerados foragidos pela Polícia Federal, após uma operação prender 19 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema multimilionário de venda ilegal de armas de fogo desviadas na Bahia, Pernambuco e Alagoas.

    As investigações apontaram que o esquema, que envolvia policiais militares, comerciantes e CACs, tinha participação de laranjas.

    A operação Fogo Amigo, comandada pela PF da Bahia, apreendeu:

    -15 pistolas;
    -seis fuzis;
    -duas espingardas;
    -dois revólveres;
    -25 mil munições.

    O g1 entrou em contato com a defesa dos dois acusados, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

    Dez dos 19 presos são policiais

    Dez das 19 pessoas presas na operação eram policiais. Um dos investigados pela Polícia Federal foi um sargento da PM de Petrolina (PE), que movimentou, segundo o Coaf, aproximadamente R$ 2,1 milhões em um período de pouco mais de seis meses entre os anos de 2021 e 2023.

    O valor foi considerado pelas investigações como totalmente incompatível com os seus rendimentos de sargento da Polícia Militar.

    Ainda de acordo com um dos investigados, que firmou acordo de delação premiada, o grupo comandado por este sargento da PM chegava a vender cerca de 20 armas de fogo por mês.

    O sargento é apontado como o principal fornecedor de armas e munições do esquema. Para um dos compradores, ele enviou 36 caixas com mil munições, o que daria uma média de 2.250 munições por mês.

    Operação Fogo Amigo

    Durante a operação, também foi determinado o sequestro de bens e bloqueio de valores de até R$ 10 milhões dos investigados, além da suspensão da atividade econômica de três lojas de venda de material bélico.

    Até a última atualização desta reportagem, foram cumpridos:

    -Juazeiro (BA) – quatro mandados de prisão e seis de busca e apreensão;
    -Santo Antônio de Jesus(BA) – um mandado de prisão e outro de busca e apreensão;
    -Porto Seguro(BA) – um mandado de prisão e outro de busca e apreensão;
    -Lauro de Freitas (BA) – dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão;
    -Salvador (BA) – sete mandados de prisão e 11 de busca e apreensão;
    -Petrolina (PE) – três mandados de prisão e nove de busca e apreensão;
    -Sanharó(PE) – um mandado de busca e apreensão;
    -Arapiraca(AL) – um mandado de prisão e dois de busca e apreensão.

    As investigações apontaram que ele vendia 10 mil munições ilegais por mês. A reportagem tentou contato com a defesa do suspeito mas não conseguiu até a última atualização desta reportagem.

    Em uma casa em Salvador, a força tarefa encontrou mais de 400 munições de fuzil. O dono do arsenal ilegal foi preso agora em Petrolina.

    Segundo fontes da força tarefa, também foram apreendidos dezenas de celulares e computadores. O material vai passar por perícia, para permitir identificar mais suspeitos de integrar o esquema criminoso de desvio de armas para facções criminosas.

    Participa da operação mais de 300 Policiais Federais, grupos táticos da Polícia Militar da Bahia, Polícia Militar de Pernambuco, além de promotores do Gaeco da Bahia, Gaeco de Pernambuco e integrantes do Exército.

    A decisão judicial que autorizou a operação diz que a quebra de sigilo telefônico e telemático dos investigados apontou de forma clara uma organização criminosa especializada no comércio ilegal de armas de fogo, munições e itens balísticos, constando que armas de fogo de uso restrito, como fuzis e espingardas calibre 12 semiautomáticas, também são negociadas pelo grupo criminoso.

    Ainda segundo as investigações, esses armamentos são utilizados frequentemente em assalto a carros fortes e instituições financeiras, além de serem empregados em ações denominadas domínio de cidades, modalidade conhecida como “novo cangaço”.

    Práticas criminosas

    A decisão judicial aponta uma operação de compra e venda de munições que utiliza diversos agentes, incluindo policiais, donos de lojas de armas, vendedores e responsáveis pelo envio do material ilegal.

    Segundo a investigação, uma das práticas comuns envolve a falsificação de Certificado de Registro de Arma de Fogo (Crafs) para obtenção de armamento em lojas regulares. Veja, abaixo, algumas das funções dos investigados na organização criminosa:

    -Um dos investigados, segundo a PF, agia ao lado da companheira e era responsável pelo envio de armas de fogo para as cidades de Eunápolis, Porto Seguro e Juazeiro. Ele fez 25 transações via pix, que somaram R$ 77.150,00 e sua companheira transferiu R$ 108.910,00 em apenas 65 dias para o comerciante de armas;

    -relatório do Coaf aponta que um policial militar investigado movimentou R$ 2,1 milhões. Quebra de sigilo de dados telemáticos apontam que ele comprou armas e munições em Salvador;

    -outro alvo aparece como fornecedor de munições de fuzil 556 e fuzil 762;

    -um proprietário de loja bélica de Arapiraca (AL) recebeu cerca de R$ 700 mil em um ano de um dos investigados pelo tráfico de armas. Segundo a investigação, a compra de munição ilegal do empresário ocorre há, pelo menos, três anos;

    -já os proprietários da loja Universo Militar de Juazeiro (BA) foram apontados também como comerciantes ilegais de armas e munições. Segundo o colaborador relatou, um vendedor da loja – também alvo da operação – incluía os dados de diversos Crafs informados pelo contrabandista e dava baixa no sistema como se a compra fosse feita pelo possuidor do registro, quando na verdade era adquirido pela organização criminosa. Os proprietários, segundo a PF, orientavam sobre como driblar a fiscalização do Exército.

    A decisão judicial explica ainda que o colaborador da PF informou que “desejava adquirir armamento ilegal para distribuição em facção criminosa, se dirigia aos estabelecimentos e adquiria, livremente, o artefato que era inserido pelo funcionário na loja em nome de comprador fictício, alguns deles, conforme comprovado, sequer possuíam armas registradas em seu nome”.

    Suspensão de lojas

    Foi definida a suspensão das atividades econômicas das lojas Sport Tiro e Comecial Taurus. Segundo a decisão, os estabelecimentos “por meio de prepostos e sócios, facilitaram sobremaneira a circulação de armas e munições ilegais com inserção de dados fictícios referentes aos respectivos compradores”.

    Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, com penas somadas que podem chegar a 35 anos de reclusão.

    A operação foi denominada “Fogo Amigo”. De acordo com a PF, o nome faz alusão ao fato de que os policiais integrantes da organização criminosa vendem armas e munições de forma ilegal para criminosos faccionados e que acabam sendo utilizadas contra os próprios órgãos de segurança pública.

    Fonte G1

  • Sobre nós

    Um homem com registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e um ex-policial militar são considerados foragidos pela Polícia Federal, após uma operação prender 19 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema multimilionário de venda ilegal de armas de fogo desviadas na Bahia, Pernambuco e Alagoas.

    As investigações apontaram que o esquema, que envolvia policiais militares, comerciantes e CACs, tinha participação de laranjas.

    A operação Fogo Amigo, comandada pela PF da Bahia, apreendeu:

    -15 pistolas;
    -seis fuzis;
    -duas espingardas;
    -dois revólveres;
    -25 mil munições.

    O g1 entrou em contato com a defesa dos dois acusados, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

    Dez dos 19 presos são policiais

    Dez das 19 pessoas presas na operação eram policiais. Um dos investigados pela Polícia Federal foi um sargento da PM de Petrolina (PE), que movimentou, segundo o Coaf, aproximadamente R$ 2,1 milhões em um período de pouco mais de seis meses entre os anos de 2021 e 2023.

    O valor foi considerado pelas investigações como totalmente incompatível com os seus rendimentos de sargento da Polícia Militar.

    Ainda de acordo com um dos investigados, que firmou acordo de delação premiada, o grupo comandado por este sargento da PM chegava a vender cerca de 20 armas de fogo por mês.

    O sargento é apontado como o principal fornecedor de armas e munições do esquema. Para um dos compradores, ele enviou 36 caixas com mil munições, o que daria uma média de 2.250 munições por mês.

    Operação Fogo Amigo

    Durante a operação, também foi determinado o sequestro de bens e bloqueio de valores de até R$ 10 milhões dos investigados, além da suspensão da atividade econômica de três lojas de venda de material bélico.

    Até a última atualização desta reportagem, foram cumpridos:

    -Juazeiro (BA) – quatro mandados de prisão e seis de busca e apreensão;
    -Santo Antônio de Jesus(BA) – um mandado de prisão e outro de busca e apreensão;
    -Porto Seguro(BA) – um mandado de prisão e outro de busca e apreensão;
    -Lauro de Freitas (BA) – dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão;
    -Salvador (BA) – sete mandados de prisão e 11 de busca e apreensão;
    -Petrolina (PE) – três mandados de prisão e nove de busca e apreensão;
    -Sanharó(PE) – um mandado de busca e apreensão;
    -Arapiraca(AL) – um mandado de prisão e dois de busca e apreensão.

    As investigações apontaram que ele vendia 10 mil munições ilegais por mês. A reportagem tentou contato com a defesa do suspeito mas não conseguiu até a última atualização desta reportagem.

    Em uma casa em Salvador, a força tarefa encontrou mais de 400 munições de fuzil. O dono do arsenal ilegal foi preso agora em Petrolina.

    Segundo fontes da força tarefa, também foram apreendidos dezenas de celulares e computadores. O material vai passar por perícia, para permitir identificar mais suspeitos de integrar o esquema criminoso de desvio de armas para facções criminosas.

    Participa da operação mais de 300 Policiais Federais, grupos táticos da Polícia Militar da Bahia, Polícia Militar de Pernambuco, além de promotores do Gaeco da Bahia, Gaeco de Pernambuco e integrantes do Exército.

    A decisão judicial que autorizou a operação diz que a quebra de sigilo telefônico e telemático dos investigados apontou de forma clara uma organização criminosa especializada no comércio ilegal de armas de fogo, munições e itens balísticos, constando que armas de fogo de uso restrito, como fuzis e espingardas calibre 12 semiautomáticas, também são negociadas pelo grupo criminoso.

    Ainda segundo as investigações, esses armamentos são utilizados frequentemente em assalto a carros fortes e instituições financeiras, além de serem empregados em ações denominadas domínio de cidades, modalidade conhecida como “novo cangaço”.

    Práticas criminosas

    A decisão judicial aponta uma operação de compra e venda de munições que utiliza diversos agentes, incluindo policiais, donos de lojas de armas, vendedores e responsáveis pelo envio do material ilegal.

    Segundo a investigação, uma das práticas comuns envolve a falsificação de Certificado de Registro de Arma de Fogo (Crafs) para obtenção de armamento em lojas regulares. Veja, abaixo, algumas das funções dos investigados na organização criminosa:

    -Um dos investigados, segundo a PF, agia ao lado da companheira e era responsável pelo envio de armas de fogo para as cidades de Eunápolis, Porto Seguro e Juazeiro. Ele fez 25 transações via pix, que somaram R$ 77.150,00 e sua companheira transferiu R$ 108.910,00 em apenas 65 dias para o comerciante de armas;

    -relatório do Coaf aponta que um policial militar investigado movimentou R$ 2,1 milhões. Quebra de sigilo de dados telemáticos apontam que ele comprou armas e munições em Salvador;

    -outro alvo aparece como fornecedor de munições de fuzil 556 e fuzil 762;

    -um proprietário de loja bélica de Arapiraca (AL) recebeu cerca de R$ 700 mil em um ano de um dos investigados pelo tráfico de armas. Segundo a investigação, a compra de munição ilegal do empresário ocorre há, pelo menos, três anos;

    -já os proprietários da loja Universo Militar de Juazeiro (BA) foram apontados também como comerciantes ilegais de armas e munições. Segundo o colaborador relatou, um vendedor da loja – também alvo da operação – incluía os dados de diversos Crafs informados pelo contrabandista e dava baixa no sistema como se a compra fosse feita pelo possuidor do registro, quando na verdade era adquirido pela organização criminosa. Os proprietários, segundo a PF, orientavam sobre como driblar a fiscalização do Exército.

    A decisão judicial explica ainda que o colaborador da PF informou que “desejava adquirir armamento ilegal para distribuição em facção criminosa, se dirigia aos estabelecimentos e adquiria, livremente, o artefato que era inserido pelo funcionário na loja em nome de comprador fictício, alguns deles, conforme comprovado, sequer possuíam armas registradas em seu nome”.

    Suspensão de lojas

    Foi definida a suspensão das atividades econômicas das lojas Sport Tiro e Comecial Taurus. Segundo a decisão, os estabelecimentos “por meio de prepostos e sócios, facilitaram sobremaneira a circulação de armas e munições ilegais com inserção de dados fictícios referentes aos respectivos compradores”.

    Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, com penas somadas que podem chegar a 35 anos de reclusão.

    A operação foi denominada “Fogo Amigo”. De acordo com a PF, o nome faz alusão ao fato de que os policiais integrantes da organização criminosa vendem armas e munições de forma ilegal para criminosos faccionados e que acabam sendo utilizadas contra os próprios órgãos de segurança pública.

    Fonte G1

  • Aplicativo

    Um homem com registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e um ex-policial militar são considerados foragidos pela Polícia Federal, após uma operação prender 19 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema multimilionário de venda ilegal de armas de fogo desviadas na Bahia, Pernambuco e Alagoas.

    As investigações apontaram que o esquema, que envolvia policiais militares, comerciantes e CACs, tinha participação de laranjas.

    A operação Fogo Amigo, comandada pela PF da Bahia, apreendeu:

    -15 pistolas;
    -seis fuzis;
    -duas espingardas;
    -dois revólveres;
    -25 mil munições.

    O g1 entrou em contato com a defesa dos dois acusados, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

    Dez dos 19 presos são policiais

    Dez das 19 pessoas presas na operação eram policiais. Um dos investigados pela Polícia Federal foi um sargento da PM de Petrolina (PE), que movimentou, segundo o Coaf, aproximadamente R$ 2,1 milhões em um período de pouco mais de seis meses entre os anos de 2021 e 2023.

    O valor foi considerado pelas investigações como totalmente incompatível com os seus rendimentos de sargento da Polícia Militar.

    Ainda de acordo com um dos investigados, que firmou acordo de delação premiada, o grupo comandado por este sargento da PM chegava a vender cerca de 20 armas de fogo por mês.

    O sargento é apontado como o principal fornecedor de armas e munições do esquema. Para um dos compradores, ele enviou 36 caixas com mil munições, o que daria uma média de 2.250 munições por mês.

    Operação Fogo Amigo

    Durante a operação, também foi determinado o sequestro de bens e bloqueio de valores de até R$ 10 milhões dos investigados, além da suspensão da atividade econômica de três lojas de venda de material bélico.

    Até a última atualização desta reportagem, foram cumpridos:

    -Juazeiro (BA) – quatro mandados de prisão e seis de busca e apreensão;
    -Santo Antônio de Jesus(BA) – um mandado de prisão e outro de busca e apreensão;
    -Porto Seguro(BA) – um mandado de prisão e outro de busca e apreensão;
    -Lauro de Freitas (BA) – dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão;
    -Salvador (BA) – sete mandados de prisão e 11 de busca e apreensão;
    -Petrolina (PE) – três mandados de prisão e nove de busca e apreensão;
    -Sanharó(PE) – um mandado de busca e apreensão;
    -Arapiraca(AL) – um mandado de prisão e dois de busca e apreensão.

    As investigações apontaram que ele vendia 10 mil munições ilegais por mês. A reportagem tentou contato com a defesa do suspeito mas não conseguiu até a última atualização desta reportagem.

    Em uma casa em Salvador, a força tarefa encontrou mais de 400 munições de fuzil. O dono do arsenal ilegal foi preso agora em Petrolina.

    Segundo fontes da força tarefa, também foram apreendidos dezenas de celulares e computadores. O material vai passar por perícia, para permitir identificar mais suspeitos de integrar o esquema criminoso de desvio de armas para facções criminosas.

    Participa da operação mais de 300 Policiais Federais, grupos táticos da Polícia Militar da Bahia, Polícia Militar de Pernambuco, além de promotores do Gaeco da Bahia, Gaeco de Pernambuco e integrantes do Exército.

    A decisão judicial que autorizou a operação diz que a quebra de sigilo telefônico e telemático dos investigados apontou de forma clara uma organização criminosa especializada no comércio ilegal de armas de fogo, munições e itens balísticos, constando que armas de fogo de uso restrito, como fuzis e espingardas calibre 12 semiautomáticas, também são negociadas pelo grupo criminoso.

    Ainda segundo as investigações, esses armamentos são utilizados frequentemente em assalto a carros fortes e instituições financeiras, além de serem empregados em ações denominadas domínio de cidades, modalidade conhecida como “novo cangaço”.

    Práticas criminosas

    A decisão judicial aponta uma operação de compra e venda de munições que utiliza diversos agentes, incluindo policiais, donos de lojas de armas, vendedores e responsáveis pelo envio do material ilegal.

    Segundo a investigação, uma das práticas comuns envolve a falsificação de Certificado de Registro de Arma de Fogo (Crafs) para obtenção de armamento em lojas regulares. Veja, abaixo, algumas das funções dos investigados na organização criminosa:

    -Um dos investigados, segundo a PF, agia ao lado da companheira e era responsável pelo envio de armas de fogo para as cidades de Eunápolis, Porto Seguro e Juazeiro. Ele fez 25 transações via pix, que somaram R$ 77.150,00 e sua companheira transferiu R$ 108.910,00 em apenas 65 dias para o comerciante de armas;

    -relatório do Coaf aponta que um policial militar investigado movimentou R$ 2,1 milhões. Quebra de sigilo de dados telemáticos apontam que ele comprou armas e munições em Salvador;

    -outro alvo aparece como fornecedor de munições de fuzil 556 e fuzil 762;

    -um proprietário de loja bélica de Arapiraca (AL) recebeu cerca de R$ 700 mil em um ano de um dos investigados pelo tráfico de armas. Segundo a investigação, a compra de munição ilegal do empresário ocorre há, pelo menos, três anos;

    -já os proprietários da loja Universo Militar de Juazeiro (BA) foram apontados também como comerciantes ilegais de armas e munições. Segundo o colaborador relatou, um vendedor da loja – também alvo da operação – incluía os dados de diversos Crafs informados pelo contrabandista e dava baixa no sistema como se a compra fosse feita pelo possuidor do registro, quando na verdade era adquirido pela organização criminosa. Os proprietários, segundo a PF, orientavam sobre como driblar a fiscalização do Exército.

    A decisão judicial explica ainda que o colaborador da PF informou que “desejava adquirir armamento ilegal para distribuição em facção criminosa, se dirigia aos estabelecimentos e adquiria, livremente, o artefato que era inserido pelo funcionário na loja em nome de comprador fictício, alguns deles, conforme comprovado, sequer possuíam armas registradas em seu nome”.

    Suspensão de lojas

    Foi definida a suspensão das atividades econômicas das lojas Sport Tiro e Comecial Taurus. Segundo a decisão, os estabelecimentos “por meio de prepostos e sócios, facilitaram sobremaneira a circulação de armas e munições ilegais com inserção de dados fictícios referentes aos respectivos compradores”.

    Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, com penas somadas que podem chegar a 35 anos de reclusão.

    A operação foi denominada “Fogo Amigo”. De acordo com a PF, o nome faz alusão ao fato de que os policiais integrantes da organização criminosa vendem armas e munições de forma ilegal para criminosos faccionados e que acabam sendo utilizadas contra os próprios órgãos de segurança pública.

    Fonte G1

  • Programação

    Um homem com registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e um ex-policial militar são considerados foragidos pela Polícia Federal, após uma operação prender 19 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema multimilionário de venda ilegal de armas de fogo desviadas na Bahia, Pernambuco e Alagoas.

    As investigações apontaram que o esquema, que envolvia policiais militares, comerciantes e CACs, tinha participação de laranjas.

    A operação Fogo Amigo, comandada pela PF da Bahia, apreendeu:

    -15 pistolas;
    -seis fuzis;
    -duas espingardas;
    -dois revólveres;
    -25 mil munições.

    O g1 entrou em contato com a defesa dos dois acusados, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

    Dez dos 19 presos são policiais

    Dez das 19 pessoas presas na operação eram policiais. Um dos investigados pela Polícia Federal foi um sargento da PM de Petrolina (PE), que movimentou, segundo o Coaf, aproximadamente R$ 2,1 milhões em um período de pouco mais de seis meses entre os anos de 2021 e 2023.

    O valor foi considerado pelas investigações como totalmente incompatível com os seus rendimentos de sargento da Polícia Militar.

    Ainda de acordo com um dos investigados, que firmou acordo de delação premiada, o grupo comandado por este sargento da PM chegava a vender cerca de 20 armas de fogo por mês.

    O sargento é apontado como o principal fornecedor de armas e munições do esquema. Para um dos compradores, ele enviou 36 caixas com mil munições, o que daria uma média de 2.250 munições por mês.

    Operação Fogo Amigo

    Durante a operação, também foi determinado o sequestro de bens e bloqueio de valores de até R$ 10 milhões dos investigados, além da suspensão da atividade econômica de três lojas de venda de material bélico.

    Até a última atualização desta reportagem, foram cumpridos:

    -Juazeiro (BA) – quatro mandados de prisão e seis de busca e apreensão;
    -Santo Antônio de Jesus(BA) – um mandado de prisão e outro de busca e apreensão;
    -Porto Seguro(BA) – um mandado de prisão e outro de busca e apreensão;
    -Lauro de Freitas (BA) – dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão;
    -Salvador (BA) – sete mandados de prisão e 11 de busca e apreensão;
    -Petrolina (PE) – três mandados de prisão e nove de busca e apreensão;
    -Sanharó(PE) – um mandado de busca e apreensão;
    -Arapiraca(AL) – um mandado de prisão e dois de busca e apreensão.

    As investigações apontaram que ele vendia 10 mil munições ilegais por mês. A reportagem tentou contato com a defesa do suspeito mas não conseguiu até a última atualização desta reportagem.

    Em uma casa em Salvador, a força tarefa encontrou mais de 400 munições de fuzil. O dono do arsenal ilegal foi preso agora em Petrolina.

    Segundo fontes da força tarefa, também foram apreendidos dezenas de celulares e computadores. O material vai passar por perícia, para permitir identificar mais suspeitos de integrar o esquema criminoso de desvio de armas para facções criminosas.

    Participa da operação mais de 300 Policiais Federais, grupos táticos da Polícia Militar da Bahia, Polícia Militar de Pernambuco, além de promotores do Gaeco da Bahia, Gaeco de Pernambuco e integrantes do Exército.

    A decisão judicial que autorizou a operação diz que a quebra de sigilo telefônico e telemático dos investigados apontou de forma clara uma organização criminosa especializada no comércio ilegal de armas de fogo, munições e itens balísticos, constando que armas de fogo de uso restrito, como fuzis e espingardas calibre 12 semiautomáticas, também são negociadas pelo grupo criminoso.

    Ainda segundo as investigações, esses armamentos são utilizados frequentemente em assalto a carros fortes e instituições financeiras, além de serem empregados em ações denominadas domínio de cidades, modalidade conhecida como “novo cangaço”.

    Práticas criminosas

    A decisão judicial aponta uma operação de compra e venda de munições que utiliza diversos agentes, incluindo policiais, donos de lojas de armas, vendedores e responsáveis pelo envio do material ilegal.

    Segundo a investigação, uma das práticas comuns envolve a falsificação de Certificado de Registro de Arma de Fogo (Crafs) para obtenção de armamento em lojas regulares. Veja, abaixo, algumas das funções dos investigados na organização criminosa:

    -Um dos investigados, segundo a PF, agia ao lado da companheira e era responsável pelo envio de armas de fogo para as cidades de Eunápolis, Porto Seguro e Juazeiro. Ele fez 25 transações via pix, que somaram R$ 77.150,00 e sua companheira transferiu R$ 108.910,00 em apenas 65 dias para o comerciante de armas;

    -relatório do Coaf aponta que um policial militar investigado movimentou R$ 2,1 milhões. Quebra de sigilo de dados telemáticos apontam que ele comprou armas e munições em Salvador;

    -outro alvo aparece como fornecedor de munições de fuzil 556 e fuzil 762;

    -um proprietário de loja bélica de Arapiraca (AL) recebeu cerca de R$ 700 mil em um ano de um dos investigados pelo tráfico de armas. Segundo a investigação, a compra de munição ilegal do empresário ocorre há, pelo menos, três anos;

    -já os proprietários da loja Universo Militar de Juazeiro (BA) foram apontados também como comerciantes ilegais de armas e munições. Segundo o colaborador relatou, um vendedor da loja – também alvo da operação – incluía os dados de diversos Crafs informados pelo contrabandista e dava baixa no sistema como se a compra fosse feita pelo possuidor do registro, quando na verdade era adquirido pela organização criminosa. Os proprietários, segundo a PF, orientavam sobre como driblar a fiscalização do Exército.

    A decisão judicial explica ainda que o colaborador da PF informou que “desejava adquirir armamento ilegal para distribuição em facção criminosa, se dirigia aos estabelecimentos e adquiria, livremente, o artefato que era inserido pelo funcionário na loja em nome de comprador fictício, alguns deles, conforme comprovado, sequer possuíam armas registradas em seu nome”.

    Suspensão de lojas

    Foi definida a suspensão das atividades econômicas das lojas Sport Tiro e Comecial Taurus. Segundo a decisão, os estabelecimentos “por meio de prepostos e sócios, facilitaram sobremaneira a circulação de armas e munições ilegais com inserção de dados fictícios referentes aos respectivos compradores”.

    Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, com penas somadas que podem chegar a 35 anos de reclusão.

    A operação foi denominada “Fogo Amigo”. De acordo com a PF, o nome faz alusão ao fato de que os policiais integrantes da organização criminosa vendem armas e munições de forma ilegal para criminosos faccionados e que acabam sendo utilizadas contra os próprios órgãos de segurança pública.

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    Um homem com registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e um ex-policial militar são considerados foragidos pela Polícia Federal, após uma operação prender 19 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema multimilionário de venda ilegal de armas de fogo desviadas na Bahia, Pernambuco e Alagoas.

    As investigações apontaram que o esquema, que envolvia policiais militares, comerciantes e CACs, tinha participação de laranjas.

    A operação Fogo Amigo, comandada pela PF da Bahia, apreendeu:

    -15 pistolas;
    -seis fuzis;
    -duas espingardas;
    -dois revólveres;
    -25 mil munições.

    O g1 entrou em contato com a defesa dos dois acusados, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

    Dez dos 19 presos são policiais

    Dez das 19 pessoas presas na operação eram policiais. Um dos investigados pela Polícia Federal foi um sargento da PM de Petrolina (PE), que movimentou, segundo o Coaf, aproximadamente R$ 2,1 milhões em um período de pouco mais de seis meses entre os anos de 2021 e 2023.

    O valor foi considerado pelas investigações como totalmente incompatível com os seus rendimentos de sargento da Polícia Militar.

    Ainda de acordo com um dos investigados, que firmou acordo de delação premiada, o grupo comandado por este sargento da PM chegava a vender cerca de 20 armas de fogo por mês.

    O sargento é apontado como o principal fornecedor de armas e munições do esquema. Para um dos compradores, ele enviou 36 caixas com mil munições, o que daria uma média de 2.250 munições por mês.

    Operação Fogo Amigo

    Durante a operação, também foi determinado o sequestro de bens e bloqueio de valores de até R$ 10 milhões dos investigados, além da suspensão da atividade econômica de três lojas de venda de material bélico.

    Até a última atualização desta reportagem, foram cumpridos:

    -Juazeiro (BA) – quatro mandados de prisão e seis de busca e apreensão;
    -Santo Antônio de Jesus(BA) – um mandado de prisão e outro de busca e apreensão;
    -Porto Seguro(BA) – um mandado de prisão e outro de busca e apreensão;
    -Lauro de Freitas (BA) – dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão;
    -Salvador (BA) – sete mandados de prisão e 11 de busca e apreensão;
    -Petrolina (PE) – três mandados de prisão e nove de busca e apreensão;
    -Sanharó(PE) – um mandado de busca e apreensão;
    -Arapiraca(AL) – um mandado de prisão e dois de busca e apreensão.

    As investigações apontaram que ele vendia 10 mil munições ilegais por mês. A reportagem tentou contato com a defesa do suspeito mas não conseguiu até a última atualização desta reportagem.

    Em uma casa em Salvador, a força tarefa encontrou mais de 400 munições de fuzil. O dono do arsenal ilegal foi preso agora em Petrolina.

    Segundo fontes da força tarefa, também foram apreendidos dezenas de celulares e computadores. O material vai passar por perícia, para permitir identificar mais suspeitos de integrar o esquema criminoso de desvio de armas para facções criminosas.

    Participa da operação mais de 300 Policiais Federais, grupos táticos da Polícia Militar da Bahia, Polícia Militar de Pernambuco, além de promotores do Gaeco da Bahia, Gaeco de Pernambuco e integrantes do Exército.

    A decisão judicial que autorizou a operação diz que a quebra de sigilo telefônico e telemático dos investigados apontou de forma clara uma organização criminosa especializada no comércio ilegal de armas de fogo, munições e itens balísticos, constando que armas de fogo de uso restrito, como fuzis e espingardas calibre 12 semiautomáticas, também são negociadas pelo grupo criminoso.

    Ainda segundo as investigações, esses armamentos são utilizados frequentemente em assalto a carros fortes e instituições financeiras, além de serem empregados em ações denominadas domínio de cidades, modalidade conhecida como “novo cangaço”.

    Práticas criminosas

    A decisão judicial aponta uma operação de compra e venda de munições que utiliza diversos agentes, incluindo policiais, donos de lojas de armas, vendedores e responsáveis pelo envio do material ilegal.

    Segundo a investigação, uma das práticas comuns envolve a falsificação de Certificado de Registro de Arma de Fogo (Crafs) para obtenção de armamento em lojas regulares. Veja, abaixo, algumas das funções dos investigados na organização criminosa:

    -Um dos investigados, segundo a PF, agia ao lado da companheira e era responsável pelo envio de armas de fogo para as cidades de Eunápolis, Porto Seguro e Juazeiro. Ele fez 25 transações via pix, que somaram R$ 77.150,00 e sua companheira transferiu R$ 108.910,00 em apenas 65 dias para o comerciante de armas;

    -relatório do Coaf aponta que um policial militar investigado movimentou R$ 2,1 milhões. Quebra de sigilo de dados telemáticos apontam que ele comprou armas e munições em Salvador;

    -outro alvo aparece como fornecedor de munições de fuzil 556 e fuzil 762;

    -um proprietário de loja bélica de Arapiraca (AL) recebeu cerca de R$ 700 mil em um ano de um dos investigados pelo tráfico de armas. Segundo a investigação, a compra de munição ilegal do empresário ocorre há, pelo menos, três anos;

    -já os proprietários da loja Universo Militar de Juazeiro (BA) foram apontados também como comerciantes ilegais de armas e munições. Segundo o colaborador relatou, um vendedor da loja – também alvo da operação – incluía os dados de diversos Crafs informados pelo contrabandista e dava baixa no sistema como se a compra fosse feita pelo possuidor do registro, quando na verdade era adquirido pela organização criminosa. Os proprietários, segundo a PF, orientavam sobre como driblar a fiscalização do Exército.

    A decisão judicial explica ainda que o colaborador da PF informou que “desejava adquirir armamento ilegal para distribuição em facção criminosa, se dirigia aos estabelecimentos e adquiria, livremente, o artefato que era inserido pelo funcionário na loja em nome de comprador fictício, alguns deles, conforme comprovado, sequer possuíam armas registradas em seu nome”.

    Suspensão de lojas

    Foi definida a suspensão das atividades econômicas das lojas Sport Tiro e Comecial Taurus. Segundo a decisão, os estabelecimentos “por meio de prepostos e sócios, facilitaram sobremaneira a circulação de armas e munições ilegais com inserção de dados fictícios referentes aos respectivos compradores”.

    Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, com penas somadas que podem chegar a 35 anos de reclusão.

    A operação foi denominada “Fogo Amigo”. De acordo com a PF, o nome faz alusão ao fato de que os policiais integrantes da organização criminosa vendem armas e munições de forma ilegal para criminosos faccionados e que acabam sendo utilizadas contra os próprios órgãos de segurança pública.

    Fonte G1

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CAC e ex-PM investigados por esquema multimilionário de venda de armas na BA e PE estão foragidos

  • Sociedade News
  • maio 23, 2024
CAC e ex-PM investigados por esquema multimilionário de venda de armas na BA e PE estão foragidos

Um homem com registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e um ex-policial militar são considerados foragidos pela Polícia Federal, após uma operação prender 19 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema multimilionário de venda ilegal de armas de fogo desviadas na Bahia, Pernambuco e Alagoas.

As investigações apontaram que o esquema, que envolvia policiais militares, comerciantes e CACs, tinha participação de laranjas.

A operação Fogo Amigo, comandada pela PF da Bahia, apreendeu:

-15 pistolas;
-seis fuzis;
-duas espingardas;
-dois revólveres;
-25 mil munições.

O g1 entrou em contato com a defesa dos dois acusados, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Dez dos 19 presos são policiais

Dez das 19 pessoas presas na operação eram policiais. Um dos investigados pela Polícia Federal foi um sargento da PM de Petrolina (PE), que movimentou, segundo o Coaf, aproximadamente R$ 2,1 milhões em um período de pouco mais de seis meses entre os anos de 2021 e 2023.

O valor foi considerado pelas investigações como totalmente incompatível com os seus rendimentos de sargento da Polícia Militar.

Ainda de acordo com um dos investigados, que firmou acordo de delação premiada, o grupo comandado por este sargento da PM chegava a vender cerca de 20 armas de fogo por mês.

O sargento é apontado como o principal fornecedor de armas e munições do esquema. Para um dos compradores, ele enviou 36 caixas com mil munições, o que daria uma média de 2.250 munições por mês.

Operação Fogo Amigo

Durante a operação, também foi determinado o sequestro de bens e bloqueio de valores de até R$ 10 milhões dos investigados, além da suspensão da atividade econômica de três lojas de venda de material bélico.

Até a última atualização desta reportagem, foram cumpridos:

-Juazeiro (BA) – quatro mandados de prisão e seis de busca e apreensão;
-Santo Antônio de Jesus(BA) – um mandado de prisão e outro de busca e apreensão;
-Porto Seguro(BA) – um mandado de prisão e outro de busca e apreensão;
-Lauro de Freitas (BA) – dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão;
-Salvador (BA) – sete mandados de prisão e 11 de busca e apreensão;
-Petrolina (PE) – três mandados de prisão e nove de busca e apreensão;
-Sanharó(PE) – um mandado de busca e apreensão;
-Arapiraca(AL) – um mandado de prisão e dois de busca e apreensão.

As investigações apontaram que ele vendia 10 mil munições ilegais por mês. A reportagem tentou contato com a defesa do suspeito mas não conseguiu até a última atualização desta reportagem.

Em uma casa em Salvador, a força tarefa encontrou mais de 400 munições de fuzil. O dono do arsenal ilegal foi preso agora em Petrolina.

Segundo fontes da força tarefa, também foram apreendidos dezenas de celulares e computadores. O material vai passar por perícia, para permitir identificar mais suspeitos de integrar o esquema criminoso de desvio de armas para facções criminosas.

Participa da operação mais de 300 Policiais Federais, grupos táticos da Polícia Militar da Bahia, Polícia Militar de Pernambuco, além de promotores do Gaeco da Bahia, Gaeco de Pernambuco e integrantes do Exército.

A decisão judicial que autorizou a operação diz que a quebra de sigilo telefônico e telemático dos investigados apontou de forma clara uma organização criminosa especializada no comércio ilegal de armas de fogo, munições e itens balísticos, constando que armas de fogo de uso restrito, como fuzis e espingardas calibre 12 semiautomáticas, também são negociadas pelo grupo criminoso.

Ainda segundo as investigações, esses armamentos são utilizados frequentemente em assalto a carros fortes e instituições financeiras, além de serem empregados em ações denominadas domínio de cidades, modalidade conhecida como “novo cangaço”.

Práticas criminosas

A decisão judicial aponta uma operação de compra e venda de munições que utiliza diversos agentes, incluindo policiais, donos de lojas de armas, vendedores e responsáveis pelo envio do material ilegal.

Segundo a investigação, uma das práticas comuns envolve a falsificação de Certificado de Registro de Arma de Fogo (Crafs) para obtenção de armamento em lojas regulares. Veja, abaixo, algumas das funções dos investigados na organização criminosa:

-Um dos investigados, segundo a PF, agia ao lado da companheira e era responsável pelo envio de armas de fogo para as cidades de Eunápolis, Porto Seguro e Juazeiro. Ele fez 25 transações via pix, que somaram R$ 77.150,00 e sua companheira transferiu R$ 108.910,00 em apenas 65 dias para o comerciante de armas;

-relatório do Coaf aponta que um policial militar investigado movimentou R$ 2,1 milhões. Quebra de sigilo de dados telemáticos apontam que ele comprou armas e munições em Salvador;

-outro alvo aparece como fornecedor de munições de fuzil 556 e fuzil 762;

-um proprietário de loja bélica de Arapiraca (AL) recebeu cerca de R$ 700 mil em um ano de um dos investigados pelo tráfico de armas. Segundo a investigação, a compra de munição ilegal do empresário ocorre há, pelo menos, três anos;

-já os proprietários da loja Universo Militar de Juazeiro (BA) foram apontados também como comerciantes ilegais de armas e munições. Segundo o colaborador relatou, um vendedor da loja – também alvo da operação – incluía os dados de diversos Crafs informados pelo contrabandista e dava baixa no sistema como se a compra fosse feita pelo possuidor do registro, quando na verdade era adquirido pela organização criminosa. Os proprietários, segundo a PF, orientavam sobre como driblar a fiscalização do Exército.

A decisão judicial explica ainda que o colaborador da PF informou que “desejava adquirir armamento ilegal para distribuição em facção criminosa, se dirigia aos estabelecimentos e adquiria, livremente, o artefato que era inserido pelo funcionário na loja em nome de comprador fictício, alguns deles, conforme comprovado, sequer possuíam armas registradas em seu nome”.

Suspensão de lojas

Foi definida a suspensão das atividades econômicas das lojas Sport Tiro e Comecial Taurus. Segundo a decisão, os estabelecimentos “por meio de prepostos e sócios, facilitaram sobremaneira a circulação de armas e munições ilegais com inserção de dados fictícios referentes aos respectivos compradores”.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, com penas somadas que podem chegar a 35 anos de reclusão.

A operação foi denominada “Fogo Amigo”. De acordo com a PF, o nome faz alusão ao fato de que os policiais integrantes da organização criminosa vendem armas e munições de forma ilegal para criminosos faccionados e que acabam sendo utilizadas contra os próprios órgãos de segurança pública.

Fonte G1

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4ª edição da oficina Síndrome do Amor promove desenvolvimento infantil e apoio às mães

  • Sociedade News
  • maio 23, 2024
4ª edição da oficina Síndrome do Amor promove desenvolvimento infantil e apoio às mães

No dia 3 de junho, será realizada a 4ª edição da oficina “Síndrome do Amor”, organizada pelo setor de fisioterapia pediátrica do Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher. O evento é destinado a mães e cuidadores de crianças com síndrome de Down, oferecendo uma série de atividades e orientações focadas no desenvolvimento infantil.

A oficina contará com uma roda de conversa com as mães, sessões de brincar terapêutico e orientações específicas sobre como estimular crianças com Trissomia do Cromossomo 21 (T21) em casa. A idealizadora do evento, Lília Oliveira, fisioterapeuta, explica a importância desta iniciativa. “As mães relatam dificuldades em encontrar serviços que disponibilizem atividades para o desenvolvimento. Alguns não conseguem serviço de reabilitação, e as oficinas ajudam as mães a entender qual a melhor forma de estimular seus filhos em casa”.

Durante as oficinas, as crianças participam de atividades práticas utilizando materiais recicláveis comuns, como caixas de ovo, papelão e garrafas PET. Esses recursos são transformados em ferramentas terapêuticas, que as crianças levam para casa para dar continuidade aos estímulos iniciados na oficina. “A oficina do brincar terapêutico mostra às mães como, através do brincar, elas podem estimular suas crianças. As crianças levam esses recursos para casa e continuam a estimulação”, destaca Lília Oliveira.

A fisioterapeuta também ressalta a importância do acolhimento e do apoio mútuo entre as mães. “Além de promover a interação entre mães que enfrentam desafios da maternidade atípica, as oficinas ensinam como estimular habilidades em casa, como sentar, rolar e andar. Mães que não conseguem inserir seus filhos em centros de reabilitação ou que acham insuficientes os dias de terapia encontram nas oficinas um complemento essencial para o desenvolvimento de seus filhos”, acrescenta.

Crianças com síndrome de Down necessitam de acompanhamento especializado e uma abordagem diferenciada para estimular seu crescimento e desenvolvimento. “Estas oficinas são fundamentais para que as mães aprendam a ajudar no desenvolvimento de seus filhos, complementando as terapias oferecidas nos centros de reabilitação”, conclui Lília Oliveira.

As inscrições para a oficina podem ser realizadas no ambulatório do Hospital Inácia Pinto dos Santos. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo número (75) 3602-7163.

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Revitalização do Complexo Campo do Gado Novo avança

  • Sociedade News
  • maio 23, 2024
Revitalização do Complexo Campo do Gado Novo avança

Após meses de revitalização e recuperação, o Complexo Matadouro Campo do Gado Novo se prepara para retomar seu papel fundamental na história e economia de Feira de Santana. O entreposto comercial que sofreu com as fortes chuvas e desgaste do tempo, recebeu uma nova roupagem, garantindo a preservação da tradição da feira de gado e impulsionando o desenvolvimento do agronegócio local. O equipamento é mantido pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Agricultura.

As obras e serviços de revitalização incluíram pintura interna e externa, recuperação de banheiros e telhados, aplicação de herbicida para controle de vegetação. Atualmente está sendo realizada a recuperação dos currais e do redondel.

Segundo o secretário de Agricultura, Alexandre Monteiro, o objetivo principal vai além da restauração. “Nossa meta é que a feira que acontece toda segunda-feira se torne diária, fortalecendo a tradição da feira de gado que deu origem à cidade de Feira de Santana. Não podemos deixar essa história se apagar”, ressalta o secretário.

Mais do que preservar a memória, a revitalização do Campo do Gado Novo visa impulsionar o agronegócio local. “A feira é um importante ponto de encontro para produtores, compradores e comerciantes, gerando renda e oportunidades para a região. Com a revitalização, oferecemos um ambiente mais seguro, moderno e funcional, impulsionando o desenvolvimento do setor”, explica Monteiro.

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Prefeito Colbert Filho conhece instalações da fábrica da PepsiCo em Feira de Santana

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  • maio 23, 2024
Prefeito Colbert Filho conhece instalações da fábrica da PepsiCo em Feira de Santana

O prefeito Colbert Martins Filho visitou a fábrica da PepsiCo nesta terça-feira (21) para conhecer de perto a nova usina termossolar que está em operação desde março, e que contribuirá para a meta da empresa de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa até 2040. O Chefe do Executivo Municipal esteve acompanhado do secretário de Desenvolvimento Econômico, Wilson Falcão, e da chefe de gabinete da Secretaria de Meio Ambiente, Joanely Brandão.

A estimativa da empresa é de que a nova usina gere cerca de 1.228.000 KWh/ano de energia limpa e renovável, com isso a fábrica deixará de emitir cerca de 460 toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano. O financiador do projeto foi a empresa suíça TVP Solar, especializada em tecnologia termossolar.

A iniciativa, que representa o compromisso da PepsiCo com a sustentabilidade, foi elogiada pelo prefeito Colbert Filho durante a sua visita, onde também conheceu as instalações e o funcionamento da fábrica.

“Estamos aqui na fábrica da PepsiCo, uma empresa que produz produtos que muita gente conhece, como o Toddy e o Toddynho, e que emprega diretamente mais de 120 pessoas e indiretamente quase 200 pessoas. A empresa exporta seus produtos para o Nordeste inteiro e alguns desses itens para o Sul do país. É uma fábrica totalmente automatizada, qualificada e a nova usina termossolar vai agregar no dia a dia da produção dos seus produtos, e no seu compromisso com a sustentabilidade. Essa fábrica é extremamente importante para a nossa cidade”, destaca o prefeito Colbert Filho.

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Feira vacinou mais de 16,7 mil pessoas contra a dengue

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  • maio 23, 2024
Feira vacinou mais de 16,7 mil pessoas contra a dengue

A Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), vacinou 16.779 pessoas contra a dengue desde o início da campanha de imunização, em 15 de fevereiro.

A SMS recebeu mais 6.765 doses da segunda remessa para serem aplicadas no público infantil. A vacina contra a dengue segue disponível em Feira de Santana para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

Crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos que receberam a vacina contra a dengue, há 90 dias, já podem ter acesso à segunda dose de reforço contra a doença.

É importante ressaltar que para receber as doses, os pais ou responsáveis devem comparecer munidos de documento de identidade, cartão SUS e a caderneta de vacinação da criança, garantindo assim um registro preciso das vacinas recebidas.

A vacinação continua de segunda a sexta-feira, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidades de Saúde da Família (USFs) e também no auditório da própria SMS.

Vale lembrar que as USFs vinculadas ao programa “Saúde na Hora” oferecem horário ampliado das 8h às 20h30, possibilitando que as pessoas se vacinem no período noturno. Entre as unidades participantes estão Campo Limpo I, V e VI; Liberdade I, II e III; Queimadinha I, II e III; George Américo III e IV e Campo Limpo IV; Parque Ipê I, II e III; Videiras I, II e III; Rua Nova II, III e Barroquinha.

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MC Bockaum constrói casas e doa para famílias que vivem em barracos no DF

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  • maio 23, 2024
MC Bockaum constrói casas e doa para famílias que vivem em barracos no DF

O pedido de um saco de cimento foi a virada de chave para que Mc Bockaum começasse a construir casas para pessoas que vivem em barracos no Distrito Federal, em situação de vulnerabilidade social.

Um dos precursores do Funk na região, há 10 anos, ele sempre doou cestas básicas, material escolar e brinquedos para crianças de áreas carentes, mas descobriu em 2022 que poderia fazer mais, depois que conheceu a catadora de recicláveis Maria de Lourdes do Monte, de 52 anos.

“A senhora, que pediu o saco de cimento, morava num barraco com o marido, 7 filhos e 9 netos”, disse Anderson Azevedo Gonçalves, o MC Bockaum, em entrevista ao Só Notícia Boa. Tocado com a situação, ele arrecadou dinheiro com amigos, construiu a casa de dona Lourdes e teve outra ideia: criar um instituto para levantar mais casas para famílias humildes. A segunda já está em construção.

A primeira casa

Ao chegar na casa da família, ele viu que “era um barraco de madeirite coberto por lona, em um terreno irregular” e soube o que dona Lurdes, natural de Pernambuco, queria fazer:

“Ela me pediu um saco de cimento para assentar o chão de terra batida do barraco dela”, lembrou o músico.

E o coração de Mc Bockaum estremeceu ainda mais quando ele soube que as crianças da casa da dona Lourdes sofriam bullying.

“Conheci a família da Dona Lourdes através da minha sogra que era professora de duas filhas dela em uma escola pública no Guará (DF). As meninas sofriam bullying porque chegavam suadas na escola. Elas iam do SIA até o Guará andando, diariamente (mais de 5 km)”, contou Mc Bockaum em entrevista ao Só Notícia Boa.

Como conseguiu o dinheiro

Na hora, o músico fez uma vaquinha com amigos próximos e seguidores nas redes sociais e conseguiu arrecadar o que precisava: “A arrecadação foi de R$ 40 mil em dinheiro, além da doação de cerâmicas, tintas e vaso sanitário”.

Com mão de obra local, meses depois, em 2023, a casa ficou pronta e foi entregue à família.

“A casa principal tem 2 quartos, sala, cozinha e área de serviço. Aproveitamos o espaço do terreno para construir uma quitinete para a filha mais velha dela, com 1 quarto, sala, banheiro e área de serviço”, contou o músico, que se sentiu realizado com a boa ação.

“Realizar o sonho da casa própria para uma família que vive abaixo da faixa da extrema pobreza é indescritível. Unidos somos fortíssimos! “, comemorou.

A segunda casa

“Esse foi o marco zero do projeto”, disse Mc Bockaum, que criou um instituto, chamado Lar da Bondade para construir casas populares e ajudar mais famílias a terem uma moradia digna.

E a segunda casa, a primeira construída pelo instituto, começou a ser erguida no último dia 30 de abril. (fotos abaixo)

Desta vez a beneficiada é a família da dona Helena, também moradora de Santa Luzia (DF).

O que doar

Mc Bockaum lembra que é possível ajudar o projeto não só com dinheiro, mas também com “materiais de construção que sobram de obras, como tijolos, cimento, argamassa, tinta, cerâmica, entre outros”.

Em breve ele pretende receber trabalho voluntário de engenheiros civis, arquitetos, que possam doar seu tempo e habilidade para ajudar o próximo.

Para contribuir, entre em contato pelas redes sociais do Lar da Bondade.

Lá também tem fotos da construção da casa da dona Helena.

Fonte Bahia Notícias

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Paola Carosella vira voluntária em cozinha solidária no RS

  • Sociedade News
  • maio 23, 2024
Paola Carosella vira voluntária em cozinha solidária no RS

A chef argentina-brasileira Paola Carosella, se uniu a outros voluntários na Cozinha Solidária da Azenha em Porto Alegre, Rio Grande do Sul (RS), na missão de preparar refeições para as vítimas das inundações no estado.

Nas redes sociais, a chef compartilhou o sucesso do trabalho coletivo: só no almoço, a equipe produziu impressionantes 3,4 mil marmitas. Ela ainda disse que aprendeu a fazer “o arroz mais soltinho” com as cozinheiras do local.

“A quantidade de voluntários, as pessoas que vêm aqui, o humor apesar de tudo, o amor gigante que tem me dá esperança. A esperança que às vezes não tenho de uma sociedade melhor, aqui a reganho”, destacou a chef.

Solidariedade na prática

“Receita de solidariedade”, escreveu Paola nos stories ao compartilhar o preparo de um cozido que ela chamou de “cozidinho de carne da resistência”.

A chef destacou a importância de estar diretamente envolvida na ação: “Participar de algo assim, ver a força das pessoas, ver o carinho, ver a solidariedade sendo exercida na prática, não só falada”.

“Solidariedade é a resposta”, afirmou.

Cozinha Solidária

A Cozinha Solidária é um projeto do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), apoiado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Levante Popular da Juventude.

O objetivo é oferecer refeições nutritivas e de qualidade para quem mais precisa, mas também ajudam com roupas e itens de higiene.

A iniciativa é uma representação da resistência e da construção coletiva, onde comunidades se apoiam em tempos de crise sem buscar lucro.

É bonito demais ver tanta gente envolvida em ajudar ao próximo, né?

Fonte Só Notícia Boa

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Alunos adiam formatura para esperar colega de 77 anos em tratamento contra o câncer

  • Sociedade News
  • maio 23, 2024
Alunos adiam formatura para esperar colega de 77 anos em tratamento contra o câncer

Alunos da Universidade de Uberaba (Uniube), em Macuco (RJ), adiam a tão esperada formatura por um motivo especial: esperar por Maria Raquel da Silva, uma colega de 77 anos, que estava em tratamento contra um câncer no intestino.

A turma de Matemática iria fazer a colação de grau em dezembro, mas remarcou para abril. Dona Raquel, que descobriu a doença no final do curso, pôde participar da cerimônia e ainda recebeu muitas homenagens.

“Me senti muito feliz, muito lisonjeada com tantas falas e parabéns”, contou. Ela ainda foi surpreendida pela instituição com uma bolsa para pós-graduação à distância para continuar os estudos. Que inspiração!

Já dava aulas antes

Dona Raquel já dava aulas muito antes de ter a graduação.

Ela cresceu em uma família humilde e, como morava longe da escola, aprendeu a ler e escrever em casa com ajuda do pai, que sempre se esforçou para que os filhos fossem alfabetizados.

Só em 1952, já com 10 anos, foi que ela começou a ir para um colégio e seguiu até a formação de professores.

Depois, em 1964, passou em um concurso público e foi ensinar matemática para alunos do Ensino Fundamental em áreas rurais.

“E assim eu fui seguindo, ensinando matemática nas escolas e em casa aos que precisassem de reforço”, contou.

“Me mantive firme no meu propósito”

Mas ainda faltava algo que simbolizasse formalmente essa dedicação: o diploma em Matemática.

E mesmo com a doença, dona Raquel não desanimou. “Ao contrário, me alimentou e fortaleceu para enfrentar as dificuldades e romper”, compartilhou a formanda.

“Eu não via toda essa situação como um problema. Claro que sempre ficava pensando em quando ia terminar o curso, como ia terminar, mas me mantive firme no meu propósito e com fé de que tudo iria ficar bem”, completou.

Carinho dos colegas

E para aqueles que tiveram o privilégio de aprender com a professora, tanto na faculdade quanto nas salas de aula, ver ela realizar esse sonho é inspirador.

Como é o caso de Paulo Sérgio Fernandes, formando da Uniube e ex-aluno de Dona Raquel.

“Resolvemos, em comum acordo e com a aprovação da Uniube, nos proporcionar a satisfação e a honra de colar grau com essa pessoa tão especial para nós.

“Todo o esforço foi feito para que pudéssemos estar juntos a ela. O seu ‘legado’ já está entre nós. Gratidão por tudo, Tia Raquel”, finalizou.

Reconhecimento merecido

Na colação, dona Raquel pôde ver muito desse carinho e ainda conseguiu rever muitos ex-alunos que fizeram questão de celebrar esse momento com ela.

“É muito gratificante ao final de uma grande jornada se saber reconhecida como colaboradora na formação de tantas pessoas”.

“Minhas palavras são sempre gratidão, gratidão, gratidão. E sigo orgulhosa.”

Fonte Só Notícia Boa

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Homem apontado como um dos principais chefes de umas das maiores organizações criminosas do Brasil é preso na Bahia

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  • maio 22, 2024
Homem apontado como um dos principais chefes de umas das maiores organizações criminosas do Brasil é preso na Bahia

Um homem apontado como um dos principais chefe de umas das maiores organizações criminosas do Brasil foi preso em flagrante na noite de terça-feira (21), na cidade de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, durante a “Operação Camaleón”.

Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o suspeito, que não teve o nome divulgado, era considerado “alvo prioritário” da Polícia Civil de Minas Gerais e tinha dois mandados de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico em aberto, além de diversas passagens policiais.

De acordo com o MP-BA, o suspeito é apontado como responsável por comandar atividades de uma facção criminosa de Morro das Pedras, em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, no Vale do Mucuri, em toda a região sul da Bahia, além de exercer grande influência na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pelo Juízo da 1ª Vara Crime de Porto Seguro, foram encontrados:

  • uma pistola 9mm.
  • 48 munições;
  • quatro carregadores;
  • documentos falsos (apresentados aos policiais com o objetivo de ocultar a sua real identidade);
  • duas porções de maconha.

O Ministério Público da Bahia informou que a prisão aconteceu após uma investigação que buscava identificar criminosos considerados “de alta periculosidade”, que se instalaram na região sul e extremo sul da Bahia, com o objetivo de praticar tráfico ilícito de entorpecentes e crimes correlatos.

A “Operação Camaleón” foi deflagrada pelo Ministério Público estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Sul (Gaeco Sul) e pelo Gaeco de Minas Gerais, com apoio da Polícia Militar da Bahia (CPR Extremo Sul) e Polícia Militar mineira.

Fonte Acorda Cidade

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Guarnição da 65ª CIPM recupera motocicleta roubada em Feira de Santana

  • Sociedade News
  • maio 22, 2024
Guarnição da 65ª CIPM recupera motocicleta roubada em Feira de Santana

Na terça-feira (21), uma guarnição da 65ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) foi solicitada por um policial militar da reserva para a averiguação de uma motocicleta Honda BIZ parada próxima ao SAC do Centro da cidade. Após consulta, foi identificado que o veículo possuía restrição de roubo, sendo então apresentado à Delegacia de Represssão a Furtos e Roubos (DRFR), para adoção das medidas legais.

Com informações da Assessoria de Comunicação da 65ª CIPM.

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