Além das atrações nacionais e regionais, a programação também contempla dezenas de artistas feirenses
A Prefeitura de Feira de Santana divulgou a programação completa dos festejos de São Pedro que integram o Arraiá de Feira 2026. Após o sucesso das celebrações de São João nos distritos de São José, Tiquaruçu e Jaguara, a festa continua com uma maratona de shows, apresentações culturais e muito forró nos distritos de Humildes, Bonfim de Feira, Jaíba e Morrinhos.
Neste final de semana, os festejos acontecem nos distritos de Humildes e Bonfim de Feira, reunindo atrações de destaque nacional, regional e artistas locais que ajudam a manter viva a tradição junina no município.
Em Humildes, a programação será realizada entre os dias 26 e 28 de junho. Além das apresentações de quadrilhas juninas, subirão ao palco artistas como Zefa de Zeca, Mastruz com Leite, Kelly Fontelli, Luan Estilizado, Banda Flor de Jurema, Unha Pintada, Ítallo Júnior, Adelmário Coelho, Xamego da Thay, Raça Negra, João Almeida e Buscapé – Arreio de Ouro.
Já no distrito de Bonfim de Feira, os festejos acontecem nos dias 27 e 28 de junho. A programação contará com shows de Anderson Dias, Raio da Silibrina, Capim Molhado, Santana – O Cantador, Gilson Reis e Beth Morena, Tayrone, Forrozão do Capitão e Colher de Pau.
A programação do Arraiá de Feira prossegue no final de semana seguinte, quando os festejos de São Pedro chegam aos distritos de Jaíba e Morrinhos.
Em Jaíba, nos dias 3 e 4 de julho, o público poderá conferir apresentações de Neném do Acordeon, Jeane Lima, Alcymar Monteiro, Igor Rei da Farra, Victor Viotti, Sandro de Castro, Solange Almeida e Caracu com Ovo, além da tradicional apresentação de quadrilha junina.
Também nos dias 4 e 5 de julho, o povoado de Morrinhos, em Jaguara, receberá os últimos festejos do circuito junino deste ano. No sábado (4), a programação terá Neine do Arrocha, Rock Salles, Forrozão Novilha de Prata, Mazinho Venturiny, Jonh Robert e Clovis e Clovinho. Já no domingo (5), as atrações serão França Lima, quadrilha junina, Mequinha do Acordeon, Tico Menezes, Zé Araújo e Jobim Araújo.
Promovido pela Prefeitura de Feira de Santana, o Arraiá de Feira tem consolidado o município como um dos principais destinos juninos da Bahia, valorizando a cultura nordestina, fortalecendo as tradições dos distritos e impulsionando a economia local por meio da geração de emprego e renda para comerciantes, ambulantes e empreendedores.
Além das atrações nacionais e regionais, a programação também contempla dezenas de artistas feirenses, reforçando o compromisso da administração municipal com a valorização da cultura local e a democratização dos espaços de entretenimento para a população.
O evento, realizado na praça principal da localidade, reuniu um público expressivo de todas as idades
A última noite dos festejos juninos no distrito de Tiquaruçu levou muita diversão e animação para moradores e visitantes. O evento, realizado na praça principal da localidade, reuniu um público expressivo de todas as idades, desde jovens a idosos, consolidando a festa como um ambiente familiar, acolhedor e seguro.
Para quem frequenta o distrito há anos, a organização do evento superou as expectativas. É o caso de Milena Suzart, que elogiou a iniciativa da Prefeitura de Feira de Santana. “A festa está maravilhosa, tudo perfeito. Meu esposo é daqui e eu frequento o distrito há 12 anos. Para mim, é o melhor lugar do mundo, não existe nada igual”, comemorou a visitante.
A grade de atrações da noite de encerramento garantiu o arrasta-pé até o último minuto. O público curtiu os shows de Woltimar, Luxo e Ostentação e da banda Balanço Gostoso, que embalou o público com grandes clássicos do forró das antigas. Cantando sucessos como “Manchete dos Jornais” e “Cobertor”.
O encerramento oficial da noite ficou por conta da banda Menina Faceira, que manteve a energia do público em alta apresentando um repertório repleto de hits do forró eletrônico, incluindo as canções “Love You Baby”, “Longe de Você”, “Só Você”, “Combinado Assim” e “Baby Não Vá”.
Para garantir a tranquilidade de quem foi curtir o São João, a Prefeitura montou um esquema especial de segurança e mobilidade. O evento contou com o efetivo da Guarda Municipal, que assegurou o bem-estar dos foliões, e com equipes da Superintendência Municipal de Trânsito (SMT), responsáveis pelo ordenamento das vias e pelo fluxo de veículos na região do distrito.
Recebida com entusiasmo pelo público, Paula Fernandes levou ao palco sucessos que marcaram sua trajetória
A apresentação da cantora Paula Fernandes foi o grande destaque do segundo dia do Arraiá de Feira, realizado neste domingo (21), no distrito de São José. Dona de uma das vozes mais marcantes da música sertaneja brasileira, a artista atraiu uma multidão à praça principal da localidade e protagonizou um dos momentos mais emocionantes da programação junina promovida pela Prefeitura de Feira de Santana.
Recebida com entusiasmo pelo público, Paula Fernandes levou ao palco sucessos que marcaram sua trajetória artística e viu os fãs acompanharem suas canções em coro. A sintonia entre a cantora e a plateia transformou a noite em um espetáculo de emoção, romantismo e celebração, consolidando sua apresentação como uma das mais aguardadas do Arraiá de Feira 2026.
Mas a festa começou bem antes. Abrindo a programação, a Quadrilha Arraiá da Juventude, tradicional grupo cultural do distrito de São José, encantou o público com coreografias, figurinos coloridos e uma apresentação que exaltou as raízes nordestinas e a importância das manifestações populares nos festejos juninos.
Na sequência, os shows musicais mantiveram o clima de animação. Erick Reis apresentou um repertório repleto de forró e música regional, colocando o público para dançar desde as primeiras horas da noite. Logo depois, a banda Amor Voraz deu continuidade à festa e reuniu admiradores em frente ao palco.
Outra atração bastante aguardada foi Filho do Piseiro, que fez sua estreia no Arraiá de Feira e celebrou o momento ao lado dos fãs.
“Está fazendo esse show incrível aqui com vocês hoje, primeira vez na Feira de Santana. Eu separei um repertório especial, com muito amor, com muita alegria, muita diversão, muito piseiro, muito forró, muita quadrilha. Vai ter de tudo um pouco para todo mundo curtir, se divertir e se balançar”, destacou o artista.
Encerrando a programação, Lucas Viana garantiu a animação até os últimos minutos da festa, fechando mais uma noite de sucesso dos festejos juninos no distrito.
O prefeito José Ronaldo de Carvalho acompanhou a movimentação e ressaltou a grande presença popular registrada durante o evento.
“Olha, eu acho que quem faz avaliação melhor do que eu é a própria multidão que tem comparecido à praça lá de São José. É uma multidão extraordinária, brincando, se divertindo, curtindo, levando alegria, dançando, curtindo muito mesmo. É o que eu estou vendo lá em São José”, afirmou.
Promovido pela Prefeitura de Feira de Santana, o Arraiá de Feira segue movimentando os distritos do município, fortalecendo a cultura nordestina, valorizando os artistas e proporcionando lazer e entretenimento para moradores e visitantes durante os festejos juninos.
Com a praça tomada por moradores e visitantes, o evento tem reunido música, tradição e muita animação
A grande participação popular registrada nos dois primeiros dias do Arraiá de Feira, no distrito de São José, foi destacada pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho como um dos principais indicadores do sucesso da festa. Com a praça tomada por moradores e visitantes, o evento tem reunido música, tradição e muita animação, consolidando-se como um dos maiores festejos juninos da região.
Ao avaliar o início da programação, o prefeito ressaltou que a melhor análise do evento vem do próprio público que comparece ao distrito para prestigiar as atrações e celebrar o São João.
“Olha, eu acho que quem faz avaliação melhor do que eu é a própria multidão que tem comparecido à praça lá de São José. É uma multidão extraordinária, brincando, se divertindo, curtindo, dançando, curtindo muito mesmo. É o que eu estou vendo lá em São José”, afirmou.
José Ronaldo destacou ainda a receptividade do público à programação preparada pela Prefeitura de Feira de Santana, que reúne atrações de diferentes estilos musicais e artistas de reconhecimento regional e nacional.
“As atrações musicais têm arrebentado, têm feito realmente as pessoas se divertirem muito e vamos continuar fazendo com muita alegria e muito brilhantismo”, ressaltou.
Segundo o prefeito, a edição deste ano tem se destacado pelo porte da programação e pela presença de artistas que estão participando dos festejos juninos do município pela primeira vez, ampliando ainda mais o alcance e a diversidade cultural do evento.
Para José Ronaldo, o sucesso registrado neste primeiro fim de semana reforça a expectativa de crescimento do público ao longo dos próximos dias de festa.
“Pelo público que a gente está vendo, sim, já é uma das maiores edições. É uma multidão realmente presente, curtindo, e eu acho que vai aumentar ainda mais nos próximos dias”, avaliou.
O gestor também lembrou que a programação junina não se limita ao distrito de São José e seguirá movimentando outras localidades do município, culminando com as comemorações de São Pedro.
“É um São João realmente arrojado, grandioso, e ao lado do São Pedro vamos concluir essa programação no início de julho, levando festa, cultura e entretenimento para a população”, destacou.
O evento serviu para anunciar a grande diversão que vem por aí com as festas de São João e de São Pedro no município
A temporada de festas juninas começou oficialmente em Feira de Santana com muita música e alegria. O projeto cultural “Forró no Buzú” de 2026 terminou nesta quarta-feira, dia 17 de junho. A última viagem do ano animou os passageiros que usaram a linha de ônibus do conjunto Feira VII. O evento serviu para anunciar a grande diversão que vem por aí com as festas de São João e de São Pedro no município.
A última apresentação do projeto começou às 17h30 na Estação de Transbordo Centro, com breve parada em frente ao Paço Municipal Maria Quitéria. O ônibus seguiu viagem até o conjunto Feira VII e depois retornou para o centro da cidade. Quem pegou a condução nesse horário ganhou uma viagem muito mais alegre e festiva. O veículo virou uma verdadeira pista de dança sobre rodas durante todo o percurso.
A música ao vivo ficou por conta do animado grupo musical “Os Quatro Nordestinos”. A banda conta com a força de um cantor, um sanfoneiro, um tocador de zabumba e uma mulher no triângulo. Eles tocaram ritmos bem tradicionais que não deixaram ninguém ficar parado dentro do transporte público. Os passageiros cantaram juntos e entraram no clima do São João.
O projeto aconteceu graças a uma união de forças da Prefeitura de Feira de Santana com o comércio local. Três secretarias do município trabalharam juntas: a de Mobilidade Urbana, a de Cultura, Esporte e Lazer e a de Desenvolvimento Econômico. A Câmara de Dirigentes Lojistas também apoiou a ideia, ao lado das empresas de transporte Rosa e São João.
O prefeito José Ronaldo pegou o ônibus e participou de toda a diversão nesta quarta-feira (17). Ele destacou que o projeto ajuda a salvar e valorizar o verdadeiro forró pé de serra tradicional. Além da música com sanfona, zabumba e triângulo, o público curtiu a dança de dançarinas e uma encenação do tradicional Casamento na Roça.
Ao todo, o “Forró no Buzú” realizou quatro apresentações especiais para o povo da cidade este ano. A primeira viagem festiva aconteceu no dia 11 de junho, no ônibus que ia para o bairro George Américo. Naquela quinta-feira, os passageiros dançaram muito arrasta-pé ao som do eterno Rei do Baião, o músico Luiz Gonzaga.
Outros bairros importantes também receberam a visita do ônibus do forró nos dias anteriores. Os passageiros que iam para o Jardim Brasil ganharam o show no dia 13, bem cedo pela manhã. Já no dia 15, foi a vez de quem usava a linha do Conder, que passa pela Avenida João Durval Carneiro, curtir a festa.
Muitas autoridades da cidade também foram conferir de perto o sucesso do último dia do projeto de forró. Estiveram presentes os secretários municipais Rodolfo Suzarte, Joilton Freitas, Cristiano Lobo, Neto Bahia e Márcia Cristina Ferreira. O chefe de Gabinete do Prefeito, Mário Borges, também viajou com o grupo para apoiar a cultura e os festejos da cidade.
Mudanças apontam nova estrutura de financiamento e moderniza sistema
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou neste domingo, 14 de junho, o ato nº 3.278, de 2021, que institui o Marco Legal do Transporte Público Coletivo. A medida altera a Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001 (Estatuto da Cidade) e a Lei nº 12.587, de 3 de janeiro de 2012 (Lei de Mobilidade Urbana). A legislação foi publicada na edição extra do Diário Oficial da União (DOU) de hoje.
A nova lei promove alterações no Estatuto das Cidades, no trecho que dispõe sobre a aplicação dos recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE-Combustíveis), assim como na Lei que instituiu a Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU). O objetivo da lei sancionada é modernizar o sistema de transporte no país, com ênfase na diversificação responsável do financiamento do sistema e na melhoria da regulação e da operação dos transportes públicos urbanos.
DIRETRIZES — A medida estabelece diretrizes para a organização, planejamento, regulação, financiamento e prestação dos serviços de transporte público coletivo urbano e de caráter urbano, com ênfase na sustentabilidade econômico-financeira dos sistemas, na ampliação de fontes de custeio para além da tarifa paga pelos usuários, na melhoria da qualidade e da transparência dos serviços, na promoção da integração regional e na transição energética das frotas, além de promover alterações na Lei nº 12.587, de 2012 (Política Nacional de Mobilidade Urbana) e na Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001 (Estatuto da Cidade) para fortalecer a integração entre planejamento urbano e sistemas de transporte, incorporando diretrizes voltadas ao desenvolvimento orientado ao transporte, à melhor gestão dos deslocamentos urbanos e ao aprimoramento dos instrumentos de ordenamento territorial e mobilidade.
Um dos avanços estruturais do novo marco é a ruptura com o modelo historicamente predominante no Brasil, no qual o financiamento do transporte público coletivo recaía quase exclusivamente sobre a tarifa paga pelo usuário. Esse modelo gerava distorções sistêmicas: ao vincular a sustentabilidade financeira dos operadores à maximização da receita tarifária, criava incentivos para a superlotação dos veículos, a priorização de linhas mais rentáveis em detrimento das menos atrativas economicamente e o desatendimento de parcelas da população em regiões periféricas ou de menor demanda. O resultado era um sistema orientado pela lógica do lucro operacional, e não pela qualidade e universalidade do serviço prestado.
PRINCIPAIS PONTOS — A norma induz a transição de uma lógica de custeio baseada quase exclusivamente na tarifa cobrada na catraca, diretamente do usuário do serviço, para uma estrutura mista, financeiramente sustentável e orientada pelo controle social e pela transparência. Os principais pontos da nova legislação seguem adiante sintetizados:
Novo modelo de financiamento e custeio do sistema de transporte: Historicamente, o transporte coletivo no Brasil dependeu da tarifa paga pelo passageiro. A nova lei estimula uma separação clara para dar sustentabilidade financeira aos sistemas, por meio de:
A lei descola a remuneração dos operadores da tarifa cobrada dos usuários, incentivando remuneração por outras lógicas (como km rodado) e consequentemente evitando incentivos perversos de precarização do transporte. Ex. Se é remuneração por passageiro tem incentivo para reduzir frequência e qualidade em linhas com menos demanda, deixando áreas desatendidas. Financiamento da infraestrutura: Autoriza e incentiva o uso de instrumentos urbanísticos e tributários de captura da valorização imobiliária, contrapartidas de grandes empreendimentos privados e dotações orçamentárias específicas, respeitando a legislação de responsabilidade fiscal de cada ente. Proibição de subsídio para o transporte privado: A lei deixa explícito que os serviços de transporte puramente privados (como aplicativos de carona por demanda individual) não farão jus a qualquer tipo de subsídio governamental.
Gestão de gratuidades, descontos tarifários e proteção social:
Proteção do Orçamento e dos Benefícios: Um dos vetos busca adequar o texto aprovado no Congresso, impedindo prazos engessados (como a exigência de adequação em 5 anos, que levaria à consequente impossibilidade de estabelecimento de novas gratuidades após o prazo) e imposições normativas que obrigariam os municípios a arcar integralmente com os descontos via orçamento. Planejamento, transparência e controle social: A lei dá forte enfoque à Governança Pública e ao combate à opacidade nos contratos por meio de: Abertura de dados: Exige das concessionárias transparência ativa, com a abertura total de dados operacionais e financeiros (custos por quilômetro rodado, arrecadação, número de passageiros transportados), garantindo o efetivo controle social e a fiscalização pelos órgãos públicos. Normas de referência da União: Caberá ao Governo Federal expedir normas e diretrizes de referência gerais para o setor, servindo como guia de boas práticas para que os municípios e estados estruturem suas fiscalizações locais e aprimorem os padrões de qualidade.
Padrões de qualidade e adoção de indicadores de desempenho: A operação dos transportes passa a ter sua eficiência mensurável. O projeto fixa requisitos mínimos de qualidade que devem constar nos regulamentos locais e nos contratos, tais como:
Disponibilidade, conectividade e continuidade das linhas; Regularidade e pontualidade; Segurança viária e segurança pública dos passageiros; Acessibilidade universal e conforto; Redução de impactos ambientais e incentivo a tecnologias limpas; e Integração física, operacional e tarifária com outros modos de transporte.
Modelagem de contratação: O texto estabelece regras rígidas para modernizar e fortalecer o modelo de contratações públicas:
Contrato de metas e ganhos de produtividade: O poder concedente poderá inovar na modelagem contratual, estabelecendo metas atreladas à redução percentual de custos da operação com base em fatores de produtividade. Vedação de instrumentos precários: Fica expressamente proibido disciplinar o transporte público coletivo básico por meio de contratos de programa, convênios, termos de parceria ou autorizações de natureza precária, exigindo-se licitação formal. Serviços sob demanda: Permite que serviços sob demanda (transporte coletivo flexível por aplicativo) sejam contratados pelo poder público de forma acessória, desde que não prejudiquem as linhas essenciais.
SUBSÍDIOS CRUZADOS — Entre as medidas também estão a criação de subsídios cruzados entre serviços com superávit e déficit, o uso de instrumentos urbanísticos e tributários relacionados à valorização imobiliária, investimentos privados dos operadores e receitas extrafiscais. A proposta busca reduzir o peso do transporte no orçamento dos trabalhadores sem comprometer a Lei de Responsabilidade Fiscal.
A nova legislação também reconhece as dificuldades enfrentadas pelo setor, especialmente após a pandemia e com o crescimento do transporte individual por aplicativo. Por isso, moderniza os contratos de concessão e o modelo de regulação, com medidas voltadas à segurança jurídica, à qualidade dos serviços, à transparência na gestão de dados e à modicidade tarifária.
SUSTENTABILIDADE — Na área ambiental, o marco legal incentiva a transição para fontes renováveis de energia, com a substituição gradual dos combustíveis fósseis para reduzir emissões. Ao mesmo tempo, a redação final garante que recursos constitucionalmente destinados à proteção de unidades de conservação não sejam direcionados para obras de infraestrutura viária, conforme veto presidencial.
O novo Marco do Transporte Público Coletivo fortalece a cooperação entre os entes federativos e moderniza o setor. O governo federal continuará atuando por meio de apoio técnico e programas de incentivo às cidades. Também poderá participar do cofinanciamento dos serviços locais, sempre respeitando a responsabilidade fiscal e a autonomia de estados e municípios na gestão de suas redes e tarifas.
VETOS — Os vetos presidenciais ao Marco Legal do Transporte Público Coletivo tiveram como objetivo preservar a sustentabilidade fiscal e evitar impactos sobre políticas de gratuidade já existentes. Foram retirados trechos que obrigavam Estados e Municípios a custear integralmente gratuidades e descontos tarifários com recursos do orçamento público, além de dispositivos que vinculavam subsídios públicos à remuneração das operadoras. A avaliação foi de que essas exigências poderiam gerar despesas sem previsão de recursos e colocar em risco benefícios já concedidos à população.
Os vetos, no entanto, não impedem que União, estados e municípios concedam subsídios para financiar gratuidades e descontos tarifários. O que foi retirado foi a obrigatoriedade desse custeio e o prazo para adequação, medidas que poderiam inviabilizar o modelo atualmente adotado por diversos entes federativos e gerar instabilidade no sistema.
O objetivo dos vetos indicados: proteger a União, estados, e municípios de imputação de obrigações não constitucionais, sem estimativa de impacto orçamentário ou controle sobre potenciais subsídios.
Vetos não inviabilizam que, no futuro, os entes federativos possam discutir sobre: (1) possibilidade de alternativas para se alcançar a tarifa zero; (2) estudos de cenários para concretização de subsídios federais, caso haja condições fiscais e orçamentárias; (3) propositura de lei específica pelo Poder Executivo que estabeleça de forma mais concreta obrigações para União no tocante ao transporte urbano de passageiros, incluindo subsídios.
Também foram vetados dispositivos relacionados às competências dos entes federativos, como a obrigatoriedade de isenção de pedágio para ônibus em rodovias estaduais e municipais e a previsão de subsídios federais para tarifas de transporte local. A justificativa foi preservar a autonomia de estados e municípios, evitar novas despesas obrigatórias para a União e garantir segurança jurídica na gestão dos sistemas de transporte.
Outros vetos aplicam a criação de novas estruturas administrativas, regras de indenização a concessionárias e a vinculação obrigatória de parte dos recursos (60%) da Cide-Combustíveis para áreas urbanas. Segundo o governo, as medidas buscam evitar aumento de gastos permanentes, reduzir riscos fiscais para o poder público, cumprir a legislação orçamentária e a Lei de Responsabilidade Fiscal e preservar a flexibilidade do orçamento para atender às diferentes necessidades e prioridades do país.,
Tratamento servirá a casos agudos em que não cabe quimioterapia
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O Ministério da Saúde passará a inserir, no Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento combinado de venetoclax com azacitidina para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada.
A combinação dos medicamentos é indicada a pacientes que, por condições clínicas, não são elegíveis ao tratamento padrão com quimioterapia intensiva, sendo mais uma alternativa de terapia para esse público.
De acordo com Portaria nº 30/2026, publicada nesta segunda-feira (15), a nova opção será disponibilizada na rede pública de saúde em 180 dias, conforme prevê norma federal que regula a incorporação de tecnologias no SUS.
A medida segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e está alinhada ao Protocolo Clínico do Ministério da Saúde.
O relatório técnico que embasou a decisão ficará disponível para consulta pública no portal da Conitec.
Leucemia
Segundo o Ministério da Saúde, a leucemia é um tipo de câncer sanguíneo originado na medula óssea, tecido responsável por produzir glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Quando há alguma mutação genética, esses componentes podem se transformar em células cancerígenas.
Na forma aguda, a doença se torna ainda mais fatal se não tratada de forma precoce. O diagnóstico nos primeiros estágios e o encaminhamento especializado são essenciais para bons resultados do tratamento.
Essa é a forma mais comum da leucemia aguda em adultos e atinge, principalmente, pacientes idosos.
Cerimônia reuniu Shakira, Bocelli e representantes de 45 seleções
Festa no Estádio Azteca na abertura da Copa do Mundo 2026 • FIFA via Getty Images
A primeira Copa do Mundo realizada em três países trouxe também uma particularidade: três cerimônias de abertura, uma no Estádio Azteca, no México; outra em Toronto, no Canadá e uma terceira em Los Angeles, nos Estados Unidos. As duas últimas ocorrem nesta sexta-feira (12).
A solenidade na Cidade do México ocorreu nesta quinta-feira (11), começando precisamente às 11h30, sob uma temperatura de 24 graus. Mais de 85 mil pessoas prestigiaram a cerimônia no gigantesco Estádio Azteca – rebatizado de Estádio Banorte – e que já tinha recebido as aberturas das Copas de 1970 e de 1986.
Bailarinos vestidos de indígenas, representando as antigas civilizações asteca, maia, olmeca e tolteca, sob um tapete azul-claro que cobriu o gramado, dançaram ao redor de uma réplica gigante da taça da Copa do Mundo da Fifa. Era como se os povos de outras gerações mexicanas cultuassem o valioso troféu.
Quando a cantora mexicana Lila Downs subiu pela escadaria que dava acesso à réplica da taça, no centro do gramado, e declarou em inglês: “football unites all”, traduzindo em seguida para o espanhol, “fútbol nos une a todos”.
A abertura no México acontece no contexto de uma Copa marcada por fatos como a deportação de um árbitro somali, longo interrogatório na imigração de um jogador iraquiano, restrições à hospedagem da delegação do Irã e negativa de vistos para turistas que iriam ver a Copa nos Estados Unidos.
Música latina
Em seguida, o estádio virou palco para várias apresentações musicais sucessivas, sempre enaltecendo a música latina.
A apresentação começou com a banda mexicana Maná. Depois, passaram pelo gramado o venezuelano Danny Ocean, a espanhola Belinda, interpretando uma canção com os veteranos da banda Los Ángeles Azules, um dos pilares da música Latino Americana.
A entrada do cantor colombiano J. Balvin, um dos artistas latinos mais vendidos no mundo, aconteceu de forma diferente, em um carro cenográfico.
Até que a popstar colombiana Shakira apareceu no tapete azul do estádio Azteca, com várias bailarinas e a participação do nigeriano Burna Boy. Juntos cantaram a música tema da Copa, Dai Dai, uma tentativa de alcançar novamente o estrondoso sucesso de Waka Waka, tema da Copa da África do Sul de 2010.
Logo, uma fumaça verde e vermelha tomou conta do estádio. O tapete azul foi retirado e um globo terrestre apareceu no círculo central do gramado. Entraram, então, vários porta-bandeiras, representando as 45 seleções que disputam a Copa, terminando com a entrada dos estandartes dos três países sede.
O ponto alto foi a apresentação do italiano Andrea Bocelli, fazendo dueto com a cantora coreana EJAE.
Como a presidente do México, Claudia Sheinbaum, já havia dito desde maio que não compareceria à cerimônia de abertura, como uma demonstração de solidariedade aos mexicanos que não têm condição de pagar por ingressos para o evento, coube ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarar aberta a Copa ao lado da atriz mexicana Salma Hayek, indicada ao Oscar pelo filme Frida.
México e África do Sul
Quando as seleções do México e da África do Sul entraram em campo, os hinos nacionais foram executados por cantores dessas duas nacionalidades.
A popstar sul-africana Tyla, vencedora do Grammy em 2024 e 2026, entoou o hino dos africanos. Enquanto o mexicano Alejandro Fernández, “El Potrillo”, cantor popular de boleros e música ranchera, executou os versos do hino, uma marcha militar que diz que cada filho do solo mexicano é “un soldado” pronto para defender a Pátria numa guerra. A ovação do público foi instantânea e automática, num momento de grande emoção.
Logo em seguida, começou o jogo inaugural, apitado pelo brasileiro Wilton Pereira Sampaio.
A indústria da construção civil no Brasil ocupava 2,5 milhões de pessoas em 2024 e pagava remuneração média de 2,1 salários mínimos. Eram 191 mil empresas que injetavam R$ 95,6 bilhões nos bolsos dos trabalhadores.
Os dados fazem parte da Pesquisa Anual da Indústria da Construção, divulgada nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento traz informações de empresas de três grandes grupos de atividade: construção de edifícios (inclui residenciais, comerciais, industriais e reformas); obras de infraestrutura, como pontes, rodovias e praças; e serviços especializados para construção, que englobam pintura e instalação elétrica, por exemplo.
A edição de 2024 do levantamento absorveu mudanças de metodologia, de forma que o IBGE não aplica comparações com anos anteriores. A série histórica anterior era iniciada em 2007.
Onde estão os empregos
O levantamento revela que as empresas classificadas no grupo construção de edifícios são as maiores empregadoras. Nesses empreendimentos estão 894,8 mil pessoas, o que representa 35,7% dos ocupados.
Logo em seguida figuram as firmas de serviços especializados, com 34,4% da mão de obra do setor. Já as obras de infraestrutura empregavam 29,9% dos trabalhadores em 2024.
Apesar de estarem no grupo com o menor número de ocupados, as empresas de obras de infraestrutura têm a maior média de funcionários por empresa: 39 pessoas.
Nos empreendimentos destinados à construção de edifícios, o contingente médio é de 13 trabalhadores. Nos de serviços especializados, oito funcionários.
Salários
As companhias que trabalham com obras de infraestrutura são as que pagam maiores remunerações, com média de 2,6 salários mínimos.
As empresas de atuam na construção de edifícios pagaram 1,9 salário mínimo, à frente das de serviços especializados (1,8). Em 2024, o salário mínimo nacional era R$ 1.412.
Valor de obra
Os pesquisadores do IBGE chegaram ao valor total de incorporações, obra e serviços de construção, que alcançou R$ 522,5 bilhões em 2024.
Veja o valor de obra por segmento:
Infraestrutura: R$ 200,9 bilhões;
Construção de edifícios: R$ 1989 bilhões;
Serviços especializados: R$ 122,8 bilhões.
Com os dados sobre valor de obra, a pesquisa chegou ao RC8, indicador que aponta o tamanho do mercado abocanhado (grau de concentração) pelas oito principais empresas do setor, que ficou em 3,1%. Esse patamar indica uma indústria pouco concentrada, sem monopólios.
Obras entregues
A pesquisa revela os principais empreendimentos entregues no país pelo setor de construção civil em relação ao valor de obra. Confira o ranking:
Rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais: 22,8%;
Obras residenciais: 22,2%;
Serviços especializados para construção: 19,2%
Obras de infraestrutura para energia elétrica, telecomunicações, água, esgoto e transporte por dutos: 12,8%;
Edificações industriais, comerciais e outras edificações não residenciais: 10,7%;
Construção de outras obras de infraestrutura: 10,5%;
Incorporação de imóveis construídos por outras empresas: 1,9%.
Custos
Sob a ótima dos custos, a mão de obra é o que mais pesa no orçamento das empresas, com 30,7% do total.
Logo em seguida, a maior fatia ficou com o chamado “consumo intermediário”, que reúne despesas operacionais como combustíveis, manutenção, aluguéis de máquinas e serviços prestados por terceiros (excetuando materiais e empreiteiras), respondendo por 22,5%.
Os demais custos foram materiais de construção (22,3%), demais despesas ─ compostas por impostos, taxas, custos com terrenos, depreciação e gastos financeiros ─ (14,7%) e obras e serviços contratados a terceiros (9,7%).
Contratantes de obras
De acordo com o IBGE, de cada R$ 3 em valor de obra em 2024, R$ 1 foi demandado pelo setor público, ou seja, 33%, cabendo 67% à iniciativa privada.
No caso específico das obras de infraestrutura, o setor público representa 48,2% da demanda por construção. Na atividade construção de edifícios, a participação dos governos como contratante se reduz a 22,9%. Em serviços especializados, 19,5%.
Para o analista do IBGE Marcelo Miranda Freire de Melo, esses dados revelam a relevância do setor público para a construção civil no país.
“Essa demanda está muito concentrada no segmento de obras de infraestrutura, onde quase metade da demanda é feita pelo setor público. Nos outros dois segmentos, essa relevância do setor público é um pouco menor, a grande parte é o setor privado”, avalia.
Imagem: David Rawcliffe/Anadolu Agency/Getty Images
Cristiano Ronaldo e Lionel Messi só precisam pisar em campo na Copa do Mundo de 2026 para fazer história. Literalmente. Eles estão prestes a se tornar os primeiros jogadores a atuarem em seis edições da competição, que completará 100 anos (o goleiro Ochoa, do México, também pode chegar lá). Duas carreiras tão interligadas estão próximas do fim e, provavelmente, vão escrever seus últimos capítulos no maior torneio do mundo ao mesmo tempo.
Por declarações e ações de marketing aqui e ali, tudo aponta que a Copa, sediada nos Estados Unidos, no Canadá e no México, será a derradeira na carreira dos dois, que ainda perseguem alguns objetivos, um deles em comum.
Há quase duas décadas os dois rivalizam em tudo. Em 2009, o Barcelona de Messi derrotou o Manchester United de Ronaldo, o CR7, na decisão da Liga dos Campeões e dali em diante os caminhos dos dois nunca mais se separaram. O português se transferiu ao Real Madrid, maior rival do clube defendido pelo argentino.
Os dois empilharam títulos do principal torneio de clubes do mundo: CR7 soma cinco (quatro pelo Real e um pelo United) e Messi tem quatro (todos pelo Barcelona). Também monopolizaram as premiações individuais: são oito troféus de melhor do mundo para o argentino e cinco para o português.
Em sua próprias seleções nacionais, o sucesso demorou a vir. Cristiano Ronaldo conseguiu o primeiro título europeu de Portugal em 2016, enquanto Messi teve que esperar outros cinco anos para vencer o primeiro, a Copa América de 2021.
Como não poderia deixar de ser, a Copa do Mundo também é um capítulo à parte na rivalidade dos dois, porém com clara superioridade de Messi. O argentino bateu na trave em 2014, mas quatro anos depois tirou a Argentina da fila com um título mundial , que encerrou um jejum de 36 anos. Além disso, soma 13 gols e está a apenas três de igualar o alemão Miroslav Klose, o maior artilheiro das Copas.
Cristiano Ronaldo pode ostentar o recorde de ter marcado gols em cinco copas, todas que atuou (2006, 2010, 2014, 2018 e 2022). No entanto, o mais longe que chegou foi justamente na primeira participação, em 2006, quando os portugueses pararam na semifinal. O atacante soma “apenas” oito gols, com algumas participações discretas no currículo. Um título na última participação seria histórico.
Já no crepúsculo de suas carreiras, CR7 (atualmente, no Al-Nassr, da Arábia Saudita), de 41 anos, e Messi (Inter Miami, dos EUA), de 38 – completa 39 no meio da Copa – ainda buscam um objetivo raro. Ambos estão na corrida pelo gol de número 1.000 nas carreiras. Faltam 27 para o português e 90 para o argentino. A histórica marca certamente não virá na Copa, mas o torneio pode acrescentar mais uma memória a duas carreiras marcantes.
A Argentina é cabeça de chave do grupo J, que tem ainda Argélia, Jordânia e Áustria. Já Portugal, encabeça o grupo K, tem como adversários na fase de grupos as seleções de Colômbia, República Democrática do Congo e Uzbequistão. Caso confirmem o favoritismo alcançando o primeiro lugar de seus grupos e avancem à fase mata-mata, Portugal e Argentina se encontrarão nas quartas de final. Se um deles não liderar seu respectivo grupo e passar de fase em outra posição, o “tira-teima” final pode ocorrer inclusive na final valendo o título. O que, considerando a trajetória das carreiras, seria um desfecho bem característico.