Candidatos terão 2 blocos diários de 25 minutos para mostrar propostas

O horário eleitoral gratuito do primeiro turno começa a ser veiculado nesta sexta-feira (28) nas emissoras de rádio e televisão em todo país e vai até 1° de outubro.  Ao longo de 35 dias, candidatos aos cargos que estarão em disputa nas eleições deste ano terão dois blocos diários de 25 minutos para apresentar suas propostas aos eleitores.

No rádio, a propaganda política será veiculada às 7h e ao meio-dia. Na TV, o horário eleitoral vai ao ar às 13h e às 20h30.

A propaganda dos candidatos à Presidência da República e a deputado federal será exibida às terças, quintas e sábados.

Nas segundas, quartas e sextas-feiras, o horário será destinado os postulantes aos cargos de senador, deputado estadual e distrital e governador.

Além dos blocos fixos, os candidatos terão direito a inserções diárias durante a programação das emissoras.

Se houver segundo turno, o horário eleitoral será exibido entre os dias 9 e 23 de outubro.

Presidência

A exibição da propaganda para o cargo de presidente da República começa no sábado (29), segundo dia de exibição do horário eleitoral.

A Coligação Brasil Pronto para Mais, do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), terá 5 minutos e 31 segundos diários.

A chapa é formada pelo PSB, PDT, Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV) e a Federação PSOL/Rede.

O PL, do candidato Flávio Bolsonaro, terá 4 minutos e 20 segundos.

A campanha de Ronaldo Caiado (PSD) ficou com 2 minutos e 2 segundos, e o Avante, de Augusto Cury, com 35 segundos de programa.

Os demais candidatos não alcançaram as cláusulas de desempenho para ter acesso ao horário eleitoral. Suas legendas não têm o mínimo de 13 deputados, nem obtiveram pelo menos 2,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara ou 1,5% de votos válidos nos estados.

Critérios

O acesso ao horário eleitoral gratuito é calculado conforme a representatividade dos partidos na Câmara dos Deputados.

A campanha de Lula terá o maior tempo por ter formado a maior aliança com outros partidos. 

A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) tem 81 parlamentares. Por estar coligado com a Federação PSOL/Rede, o PDT e o PSB, a representatividade subiu para 127 deputados. 

O PL, de Flávio Bolsonaro, tem 98 deputados, mas concorre isolado.  O PSD tem 42 e também não se coligou, assim como o Avante, com sete parlamentares. 

Eleições

O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

Vacinação será realizada em diferentes bairros do município e também na Faculdade UNEX; mais de 28 mil animais já foram imunizados

Feira de Santana terá, neste sábado (29), mais um dia de mobilização da campanha de vacinação contra a raiva animal. A ação, promovida pela Prefeitura, por meio da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), levará equipes a diferentes bairros da cidade para imunizar cães e gatos. A vacinação também estará disponível na Faculdade UNEX, no bairro SIM, ampliando o acesso dos tutores à proteção dos animais.

A campanha nacional de vacinação contra a raiva animal foi iniciada no município em 25 de julho e tem como meta proteger cerca de 58,7 mil cães e gatos. Até esta quinta-feira (27), 28.256 animais já foram vacinados.

Neste sábado (29), os pontos de vacinação estarão distribuídos pelos bairros Asa Branca, Campo do Gado Novo, Gabriela, Nova Esperança, Pampalona, Muchila, Tomba, SIM e Serraria Brasil. A ação vai ocorrer das 9h às 16h.

Confira os pontos de vacinação deste sábado (29):

* Asa Branca: Posto de Saúde I e II; Posto de Saúde III e IV;
* Campo do Gado Novo: Posto de Saúde;
* Gabriela: Posto de Saúde I; Posto de Saúde II; Posto de Saúde III e IV; Homero Figueiredo – Posto de Saúde I; Parque Servilha – Posto de Saúde;
* Nova Esperança: Posto de Saúde I;
* Pampalona: Posto de Saúde; Sítio Novo – Posto de Saúde;
* Muchila: Feira X – Posto de Saúde V;
* Tomba: Posto de Saúde I e III; Posto de Saúde II;
* SIM: Faculdade UNEX;
* Serraria Brasil: Posto de Saúde.

Além das mobilizações realizadas aos sábados, a vacina permanece disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, na Unidade de Controle de Zoonoses, localizada na Avenida Eduardo Fróes da Mota (Anel de Contorno), s/n, no bairro Pedra do Descanso.

As equipes volantes da UVZ também percorrem localidades da zona rural, levando a vacinação de forma itinerante e ampliando o acesso à proteção para cães e gatos.

A vacinação é uma das principais medidas de prevenção contra a raiva, doença grave que pode afetar animais e seres humanos. A orientação é que os tutores aproveitem os pontos de atendimento e mantenham a imunização dos animais atualizada.

Para garantir a segurança durante o atendimento, os cães devem ser conduzidos por pessoas maiores de idade, utilizando guia e coleira e, quando necessário, focinheira. Já os gatos devem ser transportados em caixas apropriadas ou recipientes seguros, que impeçam fugas e acidentes durante a vacinação.

Levantamento realizado pela Austin Rating analisou mais de 5.500 municípios brasileiros a partir de 253 indicadores

Feira de Santana ocupa a 3ª posição em qualidade de vida entre os 30 maiores municípios do Nordeste, com população superior a 200 mil habitantes. O resultado faz parte de um levantamento realizado pela Austin Rating, que analisou mais de 5.500 municípios brasileiros a partir de 253 indicadores.

No ranking regional, Feira de Santana aparece atrás apenas de João Pessoa (PB) e São Luís (MA) e supera importantes capitais e centros urbanos nordestinos, como Salvador, Recife e Fortaleza.

O resultado coloca Feira de Santana entre os municípios de maior destaque da região em um indicador que reúne diferentes aspectos diretamente relacionados às condições de vida da população.

Avaliação reúne diferentes áreas

Para chegar à classificação, o estudo considera um conjunto amplo de indicadores sociais, econômicos e de infraestrutura. Entre os aspectos avaliados estão saneamento básico, segurança, mobilidade, energia elétrica, habitação, saúde, educação, assistência social e capacidade de gestão pública.

Na área de saneamento, por exemplo, são considerados dados sobre cobertura de água tratada, coleta e tratamento de esgoto e destinação adequada dos resíduos sólidos.

Também entram na avaliação indicadores de segurança, como taxas de homicídios e crimes violentos, além de estatísticas relacionadas a acidentes de trânsito e segurança nas vias municipais.

Na dimensão social, o levantamento considera ainda expectativa de vida, mortalidade infantil, cobertura da atenção básica, disponibilidade de leitos hospitalares, investimentos municipais em saúde, desempenho educacional, alfabetização, oferta de vagas em creches e infraestrutura escolar.

Análise considera evolução de uma década

Um dos diferenciais do levantamento é que a avaliação não se limita aos números registrados em um único ano. A metodologia considera a evolução histórica dos indicadores ao longo de dez exercícios, permitindo uma análise mais ampla do desempenho dos municípios.

Além do 3º lugar em qualidade de vida entre os grandes municípios nordestinos, Feira de Santana também aparece em outras posições relevantes no estudo. O município ocupa o 8º lugar em habitação, o 9º em empresas e negócios/capacidade de pagamento e o 10º em capacidade de arrecadação.

Na avaliação de aplicação nas áreas de saúde e educação, Feira alcançou a 6ª posição entre os maiores municípios do Nordeste.

Feira entre os destaques do Nordeste

O levantamento também estabelece classificações de acordo com o porte populacional. Entre os municípios nordestinos com população entre 50 mil e 200 mil habitantes, Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, aparece na primeira colocação em qualidade de vida.

Já entre os municípios de pequeno porte, com até 50 mil habitantes, a liderança é de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador.

Com a terceira colocação entre os maiores municípios nordestinos, Feira de Santana se posiciona à frente de diversos dos principais centros urbanos da região, resultado que reúne indicadores de infraestrutura, serviços públicos, condições sociais e desempenho econômico ao longo de um período de dez anos.

Sindicato dos revendedores afirma que aumento está relacionado ao dissídio coletivo e à elevação dos custos operacionais do setor

O preço do gás de cozinha pode ficar mais caro na Bahia a partir de 1º de setembro. A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Revendedores de Gás da Bahia (Sinrevgas), que afirma que uma atualização nos valores deverá ocorrer em todo o país.

De acordo com o sindicato, o possível aumento está relacionado principalmente ao impacto do dissídio coletivo da categoria, que deve elevar os custos com mão de obra e, consequentemente, as despesas das empresas que atuam na comercialização e distribuição do gás.

A entidade afirma que a atualização tem como objetivo adequar os preços à nova estrutura de custos do setor e garantir a continuidade dos serviços oferecidos pelas revendedoras.

Preço já passou por várias mudanças em 2026

O possível reajuste de setembro acontece após uma sequência de alterações no preço do botijão de gás na Bahia ao longo deste ano.

Em agosto, o consumidor chegou a pagar menos pelo produto após a redução de 7,1% no preço praticado pela Refinaria de Mataripe, administrada pela Acelen. Na ocasião, o Sinrevgas estimou que a redução poderia representar uma economia de aproximadamente R$ 3 a R$ 4 para o consumidor.

Veja como os preços evoluíram ao longo de 2026:

  • Janeiro: aumento de 2,38%, com impacto estimado de R$ 5;
  • Fevereiro: redução de 4,199%, equivalente a cerca de R$ 1,80;
  • Março: preço permaneceu estável;
  • Abril: aumento de 15,2%, com impacto aproximado de R$ 8;
  • Maio: aumento de 4,3%, mas cerca de R$ 3 não foram repassados ao consumidor;
  • Junho: aumento de 9,59%, com impacto estimado de R$ 8;
  • Julho: redução de 6,8%, representando aproximadamente R$ 5 a menos;
  • Agosto: redução de 7,1%, com queda estimada entre R$ 3 e R$ 4.

Reajuste não significa aumento igual em todas as revendedoras

O valor final pago pelo consumidor pode variar de uma revendedora para outra.

Isso acontece porque os reajustes aplicados ao longo da cadeia de produção e distribuição não necessariamente são repassados integralmente ao preço final do botijão.

Por isso, com a possibilidade de uma nova alteração em setembro, a recomendação é pesquisar os valores praticados pelas revendedoras antes da compra.

O novo cenário deve ser acompanhado pelos consumidores baianos a partir de 1º de setembro, quando o setor poderá começar a aplicar os novos valores.

Campanha do Dia Nacional de Combate ao Fumo destaca os impactos do cigarro, vape e nicotina sobre o desempenho físico

Fazer atividade física regularmente traz benefícios para o coração, pulmões e músculos. Mas, segundo especialistas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), esses ganhos podem ser comprometidos pelo consumo de produtos de tabaco e nicotina.

O alerta foi reforçado nesta quinta-feira (27), durante um evento on-line realizado em referência ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, lembrado em 29 de agosto. Neste ano, a campanha tem como tema “Atividade física e saúde: treinar não combina com fumar”.

A iniciativa busca mostrar os efeitos opostos dos dois comportamentos. Enquanto o exercício contribui para melhorar o condicionamento físico e a qualidade de vida, o tabagismo prejudica o funcionamento dos sistemas cardiovascular e respiratório, reduz o desempenho e aumenta o risco de doenças crônicas.

Para a psicóloga e especialista no tratamento do tabagismo do Inca, Vera Borges, é importante combater a falsa impressão de que praticar exercícios seria suficiente para compensar os prejuízos provocados pelo cigarro ou por outros produtos de nicotina.

“Treinar e fumar é incompatível, quando a gente pensa no cuidado à saúde.”

Exercícios podem ajudar quem quer parar de fumar

Além dos benefícios para a saúde, a atividade física também pode ser uma aliada para quem está tentando abandonar o cigarro.

A prática regular de exercícios pode ajudar a reduzir a vontade de fumar e aliviar alguns sintomas relacionados à abstinência, contribuindo para o processo de cessação do tabagismo.

O Inca, porém, reforça que praticar exercícios não elimina os danos provocados pelo consumo de tabaco e nicotina.

Vape também preocupa

A campanha deste ano também chama atenção para o uso de cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, principalmente entre adolescentes e jovens.

Segundo especialistas do Inca, existe entre parte desse público a percepção de que os dispositivos eletrônicos seriam menos prejudiciais ao condicionamento físico. O instituto alerta, porém, para os riscos associados à dependência de nicotina e ao consumo desses produtos.

Outro ponto destacado é a divulgação de sachês de nicotina nas redes sociais, inclusive com participação de influenciadores e atletas que apresentam os produtos como estimulantes ou associados ao bem-estar.

Como o cigarro prejudica o desempenho físico?

O consumo de tabaco e nicotina pode interferir diretamente na capacidade do organismo durante a prática esportiva.

Entre os principais efeitos estão:

  • Vasoconstrição: a nicotina provoca contração dos vasos sanguíneos e reduz o fluxo de sangue para músculos e outros órgãos;
  • Menor disponibilidade de oxigênio: substâncias presentes na fumaça do cigarro prejudicam o transporte de oxigênio pelo organismo;
  • Danos ao sistema respiratório: a inflamação das vias aéreas pode comprometer a função pulmonar e dificultar a respiração;
  • Maior esforço físico: atividades que exigiriam menos energia podem se tornar mais cansativas para quem fuma;
  • Recuperação mais lenta: fumantes podem apresentar menor resistência, fadiga mais rápida e recuperação mais demorada após os exercícios.

O objetivo da campanha é ampliar a conscientização sobre os riscos do tabagismo, especialmente entre os mais jovens, além de incentivar a prática de atividades físicas e ambientes livres do consumo de produtos de tabaco e nicotina.

Brasil chega a 103,3 milhões de pessoas ocupadas, enquanto número de trabalhadores com carteira assinada também bate recorde

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o menor já registrado para um trimestre terminado em julho desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.

No trimestre encerrado em abril, a taxa estava em 5,8%. Um ano antes, o indicador era de 5,6%.

O mercado de trabalho também apresentou recordes no período. O número de pessoas ocupadas chegou a 103,3 milhões, maior nível de toda a série histórica. Entre os empregados com carteira assinada, excluindo os trabalhadores domésticos, o contingente alcançou 39,4 milhões, também o maior já registrado.

Número de desempregados diminui

O contingente de pessoas desocupadas ficou em 5,8 milhões, uma redução de 503 mil pessoas, ou 8%, em relação ao trimestre encerrado em abril.

A construção civil foi um dos principais responsáveis pelo aumento da ocupação. Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, o avanço ocorreu principalmente entre pedreiros e trabalhadores elementares da construção de edifícios.

O setor de transporte, armazenagem e correio também apresentou crescimento. Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, a ocupação nesse segmento aumentou 5,4%, incluindo atividades como entregas por aplicativos.

Trabalho informal cresce

Apesar da queda do desemprego, a informalidade apresentou leve alta.

A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, contra 37,2% no trimestre encerrado em abril.

O IBGE considera informais os trabalhadores sem carteira assinada, além de autônomos e empregadores que não possuem CNPJ. Esses trabalhadores ficam sem garantias previstas para os empregados formais, como férias remuneradas, 13º salário e seguro-desemprego.

O número de trabalhadores sem carteira assinada chegou a 13,8 milhões, crescimento de 3,6% em relação ao trimestre anterior — aproximadamente 477 mil pessoas a mais.

Rendimento médio fica em R$ 3.762

O rendimento médio real dos trabalhadores ficou em R$ 3.762 no trimestre encerrado em julho.

Na comparação com o período terminado em abril, houve recuo de 0,7%. Apesar da variação, o IBGE classificou o resultado como estatisticamente estável.

Já a população desalentada, formada por pessoas que desistiram de procurar emprego por acreditar que não conseguiriam uma vaga, caiu 9,7%, chegando a 2,3 milhões de pessoas.

Menor desemprego da série foi registrado em 2025

Embora o resultado de julho seja o menor já registrado para esse período do ano, a menor taxa de desemprego de toda a série histórica da Pnad Contínua foi de 5,1%, registrada no último trimestre de 2025.

No outro extremo, a maior taxa foi de 14,9%, observada nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, durante a pandemia de covid-19.

Como é feita a pesquisa?

A Pnad Contínua acompanha o mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais e considera diferentes formas de ocupação, incluindo empregos com ou sem carteira assinada, trabalhos temporários e atividades por conta própria.

Para o IBGE, uma pessoa só é considerada desocupada quando está sem trabalho, disponível para trabalhar e efetivamente procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa.

A pesquisa visita aproximadamente 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal, permitindo acompanhar a evolução do emprego, desemprego, informalidade e renda no país.

Desconto do Bônus de Itaipu, queda nos alimentos, combustíveis e passagens aéreas ajudaram a puxar o IPCA-15 para baixo

A prévia da inflação brasileira registrou deflação de 0,40% em agosto, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse foi o menor resultado para o índice desde agosto de 2022, quando o IPCA-15 havia recuado 0,73%.

O resultado representa uma forte desaceleração em relação a julho, quando o indicador apresentou alta de 0,06%. Com o desempenho de agosto, o IPCA-15 acumula alta de 4,24% nos últimos 12 meses.

Entre os principais responsáveis pela queda está a energia elétrica residencial, que ficou 6,25% mais barata no período. O recuo foi influenciado pelo Bônus de Itaipu, desconto aplicado nas contas de energia dos consumidores.

Conta de luz puxa inflação para baixo

Dos nove grupos de produtos e serviços analisados pelo IBGE, cinco registraram queda de preços em agosto.

  • Alimentação e bebidas: -0,57%
  • Habitação: -1,41%
  • Artigos de residência: +0,04%
  • Vestuário: -0,20%
  • Transportes: -1,00%
  • Saúde e cuidados pessoais: +0,40%
  • Despesas pessoais: +0,66%
  • Educação: +0,46%
  • Comunicação: -0,02%

A energia elétrica residencial teve o maior impacto individual sobre o índice, com queda de 6,25%, contribuindo com -0,26 ponto percentual para o resultado.

Alimentos também ficaram mais baratos

A queda de 0,57% no grupo Alimentação e bebidas foi influenciada principalmente pelos preços dos alimentos consumidos dentro de casa, que recuaram 0,97%.

Entre os produtos que apresentaram as maiores quedas estão:

  • Tomate: -27,38%
  • Batata-inglesa: -25,14%
  • Cenoura: -17,05%
  • Café moído: -2,31%

Gasolina e passagens aéreas registram queda

O grupo Transportes também ajudou a reduzir o índice, com deflação de 1%.

O principal destaque foi a passagem aérea, que ficou 13,30% mais barata. Os combustíveis também tiveram redução média de 1,43%.

Entre eles, o etanol caiu 3,63%, a gasolina recuou 1,23% e o óleo diesel apresentou queda de 0,71%.

Qual a diferença entre IPCA-15 e IPCA?

O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial, o IPCA, utilizado como referência para o sistema de metas de inflação do país.

A principal diferença entre os dois indicadores está no período de coleta dos preços e na abrangência da pesquisa. Para o resultado de agosto, os preços foram coletados entre 16 de julho e 14 de agosto.

Os dois índices acompanham uma cesta de produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre um e 40 salários mínimos.

O IPCA-15 pesquisa preços em 11 localidades, enquanto o IPCA abrange 16 regiões do país.

O IPCA oficial de agosto será divulgado pelo IBGE em 11 de setembro.

Apesar da queda registrada na prévia, o mercado financeiro vinha projetando uma deflação menor. Segundo o Boletim Focus divulgado na segunda-feira (24), a expectativa era de uma queda de 0,18% para a inflação de agosto.

O presidente Lula  cancelou sua ida a Porto Alegre (RS) e irá a Salvador na próxima sexta-feira (28/8) para cumprir agenda de campanha. Segundo apurou a coluna de Milena Teixeira, do portal Metrópoles, a equipe do petista adiou a visita ao Sul em razão da previsão de mau tempo. Com isso, Lula planeja fazer uma caminhada na capital baiana.

O local da caminhada ainda está sendo definido. As opções são Ondina, Campo Grande e a tradicional Igreja do Bonfim. O petista costuma visitar a igreja durante as campanhas eleitorais.

Lula havia escolhido a capital gaúcha para iniciar sua campanha eleitoral na região Sul. A ideia era que ele estivesse em um palanque formado por uma inédita frente ampla de esquerda no estado.

A aliança é liderada por Juliana Brizola, neta do ex-governador trabalhista Leonel Brizola e ex-deputada, que concorre ao Palácio Piratini.

fonte Bahia noticias

Metodologia elaborada pela Austin Rating, que avalia o desenvolvimento socioeconômico dos municípios brasileiros

Feira de Santana recebeu o certificado oficial As Melhores Cidades do Brasil, concedido pela Veja Negócios, em reconhecimento ao desempenho do município entre as cidades da Região Nordeste. O documento, emitido em julho de 2026, destaca Feira de Santana com base em uma metodologia elaborada pela Austin Rating, que avalia o desenvolvimento socioeconômico dos municípios brasileiros a partir de indicadores das dimensões Fiscal, Econômica, Social e Digital.

Para o prefeito José Ronaldo de Carvalho, o reconhecimento representa o resultado de um conjunto de ações que vêm sendo desenvolvidas para fortalecer a economia, aprimorar a gestão pública e ampliar a qualidade dos serviços oferecidos à população.

“Esse reconhecimento nos deixa muito felizes e, ao mesmo tempo, aumenta a nossa responsabilidade. Feira de Santana tem uma economia forte, uma localização estratégica e uma população que trabalha e acredita no desenvolvimento da cidade. Nosso compromisso é continuar cuidando das contas públicas, atraindo investimentos, ampliando os serviços e modernizando a gestão para que a cidade avance cada vez mais”, afirmou o prefeito.

Economia em destaque

Um dos aspectos considerados no reconhecimento é o desempenho econômico. Feira de Santana possui o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia e se consolidou como principal polo de Comércio e Serviços do interior baiano, com influência econômica sobre dezenas de municípios.

A geração de empregos formais também contribui para o dinamismo econômico. Os setores de Serviços, Comércio e Indústria de Transformação estão entre os principais responsáveis pela abertura de novos postos de trabalho.

A localização estratégica, no principal entroncamento rodoviário do Nordeste, é outro fator de destaque. A posição geográfica favorece a atividade comercial e logística e contribui para a consolidação do Centro Industrial do Subaé (CIS), além de fortalecer a atração de novos investimentos.

Equilíbrio fiscal

Na dimensão fiscal, o município mantém um orçamento anual na casa dos R$ 3 bilhões e busca preservar o equilíbrio das contas públicas, com controle das despesas e respeito aos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

A capacidade de investimento também está relacionada à situação financeira do município, com baixo nível de endividamento e indicadores de liquidez que contribuem para a execução de obras, serviços e projetos públicos.

Referência regional na área social

Com mais de 660 mil habitantes, Feira de Santana é a segunda cidade mais populosa da Bahia e exerce papel de referência regional em diferentes áreas. O município concentra serviços de saúde de média e alta complexidade, além de instituições de ensino superior que atendem moradores de Feira e de dezenas de cidades da região.

Na assistência social, a Prefeitura mantém uma rede formada por equipamentos como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), além de programas voltados à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho, a exemplo da Casa do Trabalhador.

Avanços na transformação digital

A dimensão digital também integra a avaliação. Feira de Santana vem adotando medidas de modernização administrativa e ampliação dos serviços digitais, com a digitalização de processos, disponibilização de serviços online, emissão de tributos pela internet, iniciativas de desburocratização e ferramentas de integração entre o cidadão e o poder público.

O município também participa de discussões e iniciativas relacionadas ao conceito de cidades inteligentes, envolvendo áreas como governança, mobilidade e tecnologia.

O certificado da Veja Negócios destaca Feira de Santana entre os municípios que se sobressaem na Região Nordeste e reconhece o desempenho da cidade em diferentes dimensões do desenvolvimento socioeconômico.

O salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027, disse nesta segunda-feira (24) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A estimativa será incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.

O valor representa um aumento de R$ 120, ou 7,4%, sobre os atuais R$ 1.621. A nova projeção também ficou R$ 24 acima da estimativa de R$ 1.717 apresentada pelo governo no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em abril.

O reajuste tem impacto direto nas contas públicas porque o salário mínimo é usado como referência para benefícios previdenciários e assistenciais. Ao mesmo tempo, uma elevação acima da inflação aumenta o poder de compra de trabalhadores e beneficiários que recebem o piso.

“Cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a Previdência e para os benefícios sociais que têm indexação no salário mínimo”, afirmou Durigan nesta noite.

Inflação define valor

Os R$ 1.741 ainda são uma projeção. O valor definitivo será conhecido no fim de 2026, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro. O INPC mede a inflação para famílias com renda de até oito salários mínimos.

A regra atual combina a inflação medida pelo INPC com um ganho real (acima da inflação) de 2,5%, dentro dos limites estabelecidos pela legislação. Por isso, uma inflação diferente da estimada pelo governo poderá alterar o valor final.

A previsão de R$ 1.741 inclui um ganho acima da inflação, o que significa aumento real da renda para quem recebe o piso, desde que a inflação efetiva fique dentro das estimativas consideradas no cálculo.

Pressão sobre gastos

O reajuste também representa aumento das despesas do governo. Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) têm valor vinculado ao salário mínimo.

A alta afeta pagamentos como aposentadorias e pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e abono salarial. A contribuição previdenciária dos Microempreendedores Individuais (MEIs) também é influenciada pelo piso.

Esse efeito torna o salário mínimo uma variável importante para o planejamento das contas públicas. Quanto maior o reajuste, maior tende a ser a despesa do governo com benefícios vinculados ao piso.

Efeito na economia

O aumento também pode estimular o consumo, principalmente entre famílias de menor renda, que tendem a destinar uma parcela maior dos recursos recebidos para despesas básicas.

Por outro lado, o impacto fiscal limita o espaço do governo para ampliar outras despesas. O reajuste do mínimo, portanto, envolve um equilíbrio entre aumento da renda, preservação do poder de compra e controle das contas públicas.

Durigan afirmou que o Orçamento de 2027 será elaborado levando em conta esse cenário e destacou que o governo pretende manter o ganho real previsto para o salário mínimo e controlar o crescimento de outros gastos obrigatórios.

“Para o ano que vem, a gente projeta o aumento das obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do orçamento. As medidas têm o condão de dar racionalidade, de que modo que a regra com ganho real do arcabouço fiscal vai ter um ganho real maior do que as obrigatórias amplamente consideradas”, argumentou o ministro.

Orçamento no Congresso

O PLOA de 2027 será encaminhado ao Congresso Nacional até 31 de agosto e ainda passará pela análise dos parlamentares.

O valor definitivo do salário mínimo só será conhecido em dezembro, quando for divulgado o INPC de novembro. Se a projeção de R$ 1.741 for confirmada, o novo piso entrará em vigor em janeiro de 2027.

Para o governo, a mudança terá impacto simultâneo sobre a renda de milhões de brasileiros e sobre as despesas públicas, fazendo do salário mínimo uma das principais variáveis do Orçamento do próximo ano.